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sexta-feira, 27 de março de 2026

Fortaleza reforça profissionalização interna e adota cautela em debate sobre SAF após instabilidade no mercado

Créditos: Mateus Lotif
O Fortaleza vive um processo de reestruturação interna marcado por maior profissionalização na gestão do futebol e equilíbrio financeiro, ao mesmo tempo em que adota cautela nas discussões sobre a entrada de investidores na Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A avaliação é de Bruno Acioli, vice-presidente do conselho de administração da SAF do clube.
Desde as mudanças implementadas recentemente, o departamento de futebol passou a contar com uma divisão mais especializada de funções, com profissionais responsáveis por áreas como gestão de contratos, análise de mercado, logística e integração entre base e elenco principal. Além disso, o modelo atual concentra as funções de CEO e diretor de futebol em uma mesma liderança, o que também contribui para maior agilidade na tomada de decisões, de acordo com o dirigente.
No aspecto financeiro, o clube opera dentro do planejamento estabelecido. A folha salarial, atualmente em cerca de R$ 4,6 milhões, está abaixo do previsto. As receitas, por sua vez, superam as projeções iniciais, impulsionadas, por exemplo, pelo desempenho que já rendeu premiações acima do orçado no início do ano para a Copa do Brasil.
Em relação à SAF, Acioli aponta que o ambiente no Brasil se tornou mais desafiador nos últimos anos, tanto por questões econômicas quanto pela insegurança jurídica no país, a exemplo de casos recentes como as disputas judiciais envolvendo o controle de clubes como Vasco e Botafogo. “Existe uma percepção de que, do jeito que está hoje, é mais difícil avançar. Mas acho que foi muito válido migrar e testar alternativas ao longo das tratativas”, afirmou Bruno Acioli.
Além disso, Acioli também reforçou que o momento é de consolidação interna antes de avançar em novos movimentos. “Existe potencial, mas é importante que qualquer decisão seja tomada com segurança e alinhada à nossa realidade”, complementou.
O dirigente também destacou que, embora já tenham ocorrido sondagens de grupos nacionais e internacionais, o clube adota uma postura cautelosa nas tratativas. Segundo ele, o cenário atual exige atenção ao "timing” de mercado, além de uma avaliação criteriosa dos modelos possíveis, como investimentos minoritários. Outro ponto considerado é o próprio estatuto do clube, que estabelece parâmetros rigorosos para a entrada de investidores, o que demanda análises mais aprofundadas por parte dos interessados.

Por Thiago Gonzalez


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