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sábado, 14 de fevereiro de 2026

VOCÊ SE LEMBRA DO HABILIDOSO RÉGIS GURU?

Ele nasceu na belíssima cidade de João Pessoa-PB,  no dia dezoito de julho de mil novecentos e cinquenta e quatro, sendo batizado por seus pais com o nome de Reginaldo Gonzaga da Silva, e logo cedo ficou conhecido no mundo da bola pelo apelido de “Régis Guru”.
Ainda garoto, Régis Guru começou a frequentar aqueles campos de peladas que existiam na década de 60 e que a especulação imobiliária acabou, sem que o poder público, lamentavelmente, preservasse pelo menos uma pequena parte.Quando completou catorze anos, Régis Guru foi jogar no infantil do Íbis Futebol Clube, agremiação sediada no bairro da Torre que revelava bons jogadores ao nosso futebol.
O nosso homenageado jogava no meio-campo, possuía excelente domínio de bola e visão de jogo. Permaneceu no “pássaro preto” até o ano de 1974, quando teve seu nome aprovado para integrar o quadro profissional do Santos Futebol Clube, desta capital, que era comandado pelo desportista José Walter “Tereré” Marsicano.
No Santos, Régis Guru jogou a temporada de 1975 e, em 1976, foi contratado para atuar na equipe praieira do Nacional de Cabedelo, que havia formado um excelente esquadrão para disputar o campeonato paraibano, ao lado de Marcos Silva, Santos, Edir e do veterano artilheiro Chico Matemático.
Paralelamente aos gramados, Régis Guru também jogou futebol de salão em várias e tradicionais equipes de nossa capital, começando ainda menino com as cores alvicelestes do Clube Astréa. Integrou a fortíssima equipe do Irineu Jóffily, quando foi bicampeão paraibano da bola pesada em 1983/1984. Disputou dois Campeonatos Brasileiros representando a Paraíba, um em Fortaleza-CE e outro em Salvador-BA.
Régis Guru foi funcionário por doze anos do Bradesco, instituição financeira que mantinha excelente equipe salonista e que lhe rendeu oito títulos de campeão bancário. Também disputou os Jogos da Primavera com as cores do Colégio Getúlio Vargas e foi bicampeão dos Jogos dos Comerciários em 1981/82, defendendo a equipe da Ótica Dois Irmãos.
Dentre os títulos conquistados no futebol amador, Régis Guru lembra com saudade de ter sido bicampeão paraibano amador, defendendo as cores da tradicional Ponte Preta de Mandacarú, bairro em que residiu por vários anos.
Mas foi no ano de 1977 que sua carreira chegou ao ápice, quando foi contratado para reforçar o Clube Sociedade Esportiva (CSE), da cidade de Palmeiras dos Índios-AL. O tricolor alagoano conseguiu ser vice-campeão daquele estado, e Régis Guru foi escolhido pela crônica especializada para integrar a seleção estadual daquele ano. O time alagoano também contava com Geraldo Chorão, Marcos Silva, Gerônimo, Reginaldo, Augusto, Zé Tira e Leone, todos jogadores paraibanos.
Infelizmente, por problemas de saúde, após ser diagnosticado com artrose, o hábil meio-campista precisou abandonar a carreira profissional e retornar para João Pessoa. De volta à capital, ainda disputou alguns jogos com a camisa do Santos de Tereré, porém já não era mais o mesmo atleta versátil, dinâmico e pronto para, com suas assistências, deixar os atacantes na cara do gol.
Régis Guru foi um dos homenageados no II Encontro de Desportistas Paraibanos, evento realizado anualmente pela Associação Desportiva e Cultural Causos e Lendas, quando merecidamente foi agraciado com a comenda “Cronista Sérgio Taurino”. Semanalmente, ele se encontra com os amigos na pelada do Sub 100 Futebol Recreativo, entidade de futebol master.
Para nós, torcedores, desportistas e cronistas, ficou a certeza de que Reginaldo Gonzaga da Silva, o popular “Régis Guru”, escreveu seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do esporte paraibano.

Serpa Di Lorenzo

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