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sábado, 24 de outubro de 2020

Causos & Lendas do Nosso Futebol: Longevidade do Rei Pelé

             “Eu tinha orgulho de tomar um gol dele.”
 (Iashin - goleiro Russo considerado o melhor do mundo).
                              Foto: Divulgação
Quando éramos crianças e cursávamos a primeira série do antigo curso ginasial, passávamos a estudar uma disciplina nova chamada língua estrangeira, que era em sua maioria a língua Inglesa. Lembro-me que o livro possuía as cores da bandeira americana e em seu interior as primeiras noções da língua mais falada no mundo: Love,  Good Morning, Good Night, Blue, Red, Yellow, Table, Pencil, Black, Pink, etc.
Mas o que me chamava mais a atenção eram os textos que tínhamos que traduzir, que relatavam e divulgavam  a história daquela potência mundial. Naquele livro de Inglês eu conheci o politico Abraão Lincoln; o cantor Nat King Cole; o ator e dançarino Fred Astaire; os astronautas Armstrong, Aldrin e Collins; o boxeador Cassius Clay, que posteriormente passou a se chamar Muhammad Ali. Ao lado dos textos que contavam as brilhantes carreiras estavam às respectivas fotografias.
E eu – amante do futebol e peladeiro juramentado -, perguntava a mim mesmo, será se os nossos livros contam para os gringos os feitos insuperáveis de sua majestade o Rei Pelé? Passados esses anos todos, a minha admiração por Pelé foi sempre aumentando e infelizmente também a constatação de que não preservamos nem divulgamos essa entidade chamada Pelé, para as novas gerações.
Será se as novas gerações sabem que Pelé disputou quatro Copas do Mundo e venceu três? Que ele foi duas vezes campeão do mundo, interclubes? Que conquistou por duas vezes a Taça Libertadores da América? Conquistou cinco vezes a Taça Brasil e uma Taça de Prata? Também venceu quatro Torneios Rio - São Paulo e dez Campeonatos Paulistas? Uma infinidade de Torneios Nacionais e Internacionais? Sempre jogando com a camisa do Santos ou da Seleção Brasileira. Ao todo, ele conquistou 32 títulos de campeão, uma média de 1,5 por ano.
São tantas as passagens bonitas e recordistas da carreira inigualável do Rei Pelé que citaremos apenas aquelas que nos chamam atenção. Como o fato dele ter sido campeão do mundo com apenas 17 anos e 8 meses, na Suécia. Ter marcado 12 gols em Copas do Mundo. Ter sido 11 vezes artilheiro do disputado Campeonato Paulista. Ter enfrentado a equipe do Corinthians em 48 oportunidades, marcando 49 vezes as redes, passando a ser um pesadelo para os torcedores Corintianos. Em seus 21 anos de carreira profissional, marcou 1.279 gols computados pela FIFA.

A camisa de número 10 era igual às outras, até ele passar a usá-la. Todos os craques que vieram depois fizeram questão de vesti-la. No dia 5 de março de 1961, o Santos enfrentou o Fluminense no Maracanã, Pelé driblou seis jogadores, depois o goleiro Castilho, por último fez o gol. Esta jogada foi imortalizada com uma “placa de bronze”, daí surgindo à expressão “gol de Placa”.  Já o tradicional “Soco no Ar”, também imitado por várias gerações de craques, nasceu em um jogo que o Rei era bastante vaiado, contra o Juventus, na Rua Javari. De repente, ele pegou a bola e conseguiu sem deixar a bola cair ao solo efetuar quatro chapéus nos adversários, inclusive no goleiro e marcar o gol que ele considera o mais bonito de sua carreira. Pena que essa jogada não foi filmada, apenas reproduzida em computador com base em fotografias e depoimentos dos cronistas presentes.
Em 1964, o Rei marcou 8 gols em uma única partida, na vitória do Santos por 11 a zero, no Botafogo de Ribeirão Preto. Pelé Jogou de goleiro em quatro jogos profissionais e uma dessas partidas históricas foi em João Pessoa contra o Botafogo-PB. Em uma excursão do Santos, no final da década de 60, houve uma paralisação de uma guerra por 24 horas na Argélia para assisti-lo em campo.
Em 17 de julho de 1968, na Colômbia, o Santos vencia bem uma Seleção Olímpica local, quando o árbitro começou a prejudicar o time brasileiro. Houve reclamação, confusão e briga. Ao final o árbitro resolveu expulsar um atleta de cada equipe e por azar seu, escolheu Pelé na equipe brasileira. A torcida que tinha ido ao campo pra ver o Rei não gostou e começou a confusão que só foi contornada, pasmem, com a substituição do juiz por um reserva e o retorno do Rei ao jogo. Ou seja, quem terminou expulso foi o juiz Guillermo Velásquez.
Com apenas 1,74 metros e 70 kg, calçando chuteiras 39,   Pelé chutava com as duas pernas, era exímio batedor de falta e de pênalti, cabeceava com os olhos abertos e escolhendo a direção. Segundo os comentaristas da época,  Pelé conseguia  raciocinar a jogada antes dela  acontecer, ou mesmo jogar sem a bola.  
Bem, retornando ao meu livro de Inglês acima citado, pouco ele me serviu. Com raríssimas exceções como as cores Red e Black, que me orientam na hora de comprar o meu whisky; o Good Morning para cumprimentar minha irmã Lindalva, que concluiu mestrado naquele idioma, e a palavra Love, que foi gritada por mais de 70 mil pessoas no Giants Stadium de Nova York em 1 de outubro de 1977, quando o nosso Rei Pelé fez a sua derradeira despedida, jogando pelo Cosmos, depois de germinar naquele povo imperialista o gosto por futebol.
Parabéns ao Édson Arantes do Nascimento, Rei Pelé, por ter completado oitenta primaveras no dia 23 de outubro.

Serpa Di Lorenzo
Historiador, Membro da ACEP e APBCE
falserpa@oi.com.br

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