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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

ESPN negocia direitos do Chinês, mas esbarra em desorganização e dólar alto

Devido ao poder de atração que tem exercido sobre os jogadores brasileiros nos últimos anos, mais recentemente sobre os corintianos, o Campeonato Chinês tem ganhado evidência no noticiário nacional. Atenta a esse movimento, a ESPN tem negociado há mais de uma temporada os direitos de transmissão do torneio. A emissora tem se notabilizado pela exibição de torneios fora do eixo tradicional, como o Ucraniano, o Russo e o Mexicano.
No entanto, a ESPN esbarra em obstáculos que têm tornado o desfecho positivo cada vez mais improvável.
"O Campeonato Chinês ainda é mal organizado para distribuição internacional. Fomos atrás dos direitos no ano passado, quando a primeira leva de brasileiros foi para lá, como o Ricardo Goulart, entre outros. E eles não conseguiram responder para a gente questões como distribuição, escolha de jogos", diz Carlos Eduardo Maluf, diretor de aquisições da ESPN.
"Nós perguntamos para quem está oferecendo os direitos para a ESPN: os gráficos na transmissão internacional estarão em chinês ou inglês? Não sabem responder. Ainda não conseguimos saber o horários dos jogos, por exemplo."
"No caso do Campeonato Inglês, eles mandam o sinal para a BT Tower e então vai para o mundo todo, 200 países. No caso do Chinês, até onde sei, não há muitos estrangeiros, então estava valendo a pena somente para nós do Brasil. Então, ficava muito caro mandar um duplo salto de satélite só para o Brasil", explica Maluf, esclarecendo que nos torneios mais badalados o valor do satélite é dividido pelas emissoras dos países que recebem os saltos.
"Estamos sempre abertos a novos campeonatos. Mas no atual momento de pressão econômica, com operadoras diminuindo assinantes, temos que dar tiros certeiros. Temos interesse? Temos. Está em andamento? Inicial, estamos pedindo mais informações", completa.
Em outubro de 2015, a empresa China Sports Media adquiriu os direitos de transmissão do Chinês por US$ 1,26 bilhão (cerca de R$ 4,8 bilhões) pelos próximos cinco anos. Por enquanto, o retorno desse valor deve ter origem no mercado interno, formado pela maior população do mundo (cerca de 1,3 bilhão de pessoas) e um presidente, Xi Jinping, que gosta do esporte e tem investido em programas de popularização da modalidade.
"Não estou fazendo uma avaliação pejorativa, negativa. Vejo que eles estão descobrindo o mercado. Não diria que são amadores, mas que estão se profissionalizando. Além disso, às vezes o potencial lá dentro é tão grande, com mais de 1,3 bilhão de pessoas, que a transmissão para o exterior não é tão relevante no momento", analisa Maluf, que revela que os direitos de transmissão do Inglês foram vendidos pela duração de seis anos somente para Estados Unidos e China. "Eles assistem futebol, então."
"Se fosse um momento anterior, quando o dólar estava bom e nós adquirimos o Ucraniano, o Grego, a gente comprava e depois via o que fazer. A gente não faz isso [agora]. Estamos dando tiros grandes com Inglês, Espanhol, Alemão, Francês, Italiano, Holandês e não renovamos com os menores. Mas estamos abertos a novidades, como a MLS [liga dos EUA], o Mexicano e a Copa da Argentina, que estamos transmitindo", completa.
Em relação ao possível apelo do Chinês, que agora contará com brasileiros que fizeram boas temporadas no Brasil, Maluf vê um interesse passageiro.
"Estava discutindo isso ontem aqui. Na minha opinião pessoal, existe uma modinha. Mais curiosidade que apelo. O Ucraniano dava número [de audiência], tinha o Shakhtar Donetsk com bastante brasileiros... E hoje ninguém mais fala. Temos que seguir vendo", conclui.
A reportagem apurou que, no Brasil, a ESPN não enfrenta concorrência de outras emissoras pelos direitos do torneio asiático.

Correio do Estado

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