Reportagem do Esporte Espetacular é finalista em prêmio internacional de jornalismo investigativo

Gol do São José na vitória contra o Atlético Carioca, um dos jogos suspeitos de manipulação — Foto: Reprodução
Depois de três meses de investigação, polícia desvenda quadrilha que manipula resultados do futebol da série C do Rio de Janeiro
Depois de três meses de investigação, polícia desvenda quadrilha que manipula resultados do futebol da série C do Rio de Janeiro
A reportagem "Máfia em campo" é uma das finalistas do Prêmio Latino Americano de Jornalismo Investigativo. Os vencedores serão anunciados na noite desta segunda no encerramento da Colpin 2020 (Conferência Latino Americana de Jornalismo Investigativo).
O júri escolheu os 16 finalistas entre 188 publicações de diferentes veículos das Américas. A reportagem do EE é a única que tem esporte como tema. A matéria de Fred Justo, Sérgio Rangel, João Marcos Braga, Yuri Bobeck, Carlos Carvalho, Paulo César Júnior, Augusto Câmara, Rogério Siciliano e Victor Coelho foi exibida em janeiro. Outra reportagem da TV Globo ("Toneladas de mercúrio entram clandestinamente no país para abastecer garimpo de ouro") veiculada no Fantástico também é finalista do prêmio.
Pela primeira vez no Brasil, uma equipe de TV registrou a ação de suspeitos de integrarem um esquema de manipulação de resultados no futebol. Em três meses de apuração, o Esporte Espetacular obteve depoimentos de atletas, teve acesso a diálogos dos envolvidos e gravou a atuação dos suspeitos nas arquibancadas para mostrar como o grupo fraudava as partidas da quarta divisão do Rio de Janeiro. Os repórteres acompanharam 15 partidas do torneio e percorreram mais de 3.700 quilômetros para desvendar o esquema montado pelo grupo.
Em troca de dinheiro, os suspeitos aceitaram perder as partidas. O presidente do Atlético Carioca, Maicon Vilela, foi flagrado comemorando o gol do time adversário após apostar na derrota do seu time.
Depois da exibição da reportagem, cinco envolvidos no suposto esquema de manipulação foram banidos do futebol pela Justiça Desportiva.
O caso está sendo investigado também pela Delegacia de Defraudações da Polícia Civil e pelo Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor do Ministério Público do Rio). Segundo o delegado Marcos Cipriano, pelo menos nove dos 15 times que participaram do torneio são suspeitos de venderem seus jogos aos manipuladores.

Por Redação do GE
Rio de Janeiro
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