Remo encontra na Paraíba um xará seu, onde Hulk, Fábio Bilica e Marcelinho Paraíba já jogaram

Josa Firmino, atual treinador do Remo de Campina Grande e filho do fundador do time — Foto: Reprodução / TV Paraíba
Nem o torcedor mais fanático do Clube do Remo saberia que, a quase 2 mil quilômetros de Belém, existe uma equipe amadora com o mesmo nome que a tradicional agremiação paraense, mas com uma expressividade evidentemente bem distante da do Leão Malino, que já tem 115 anos de história. Claro, cada um ostenta suas devidas dimensões. O Remo de Campina Grande - cidade do Treze, próximo adversário do time paraense na Brasileiro da Série C -, na Paraíba, vai completar 39 anos em dezembro, carrega herança familiar e já abriu espaço para grandes jogadores paraibanos que tiveram destaque no futebol mundial.
O time hoje é regido dentro e fora de campo por Josa Firmino, filho do falecido Manoel Firmino, que fundou a equipe no dia 27 de dezembro de 1981. Em seu quarto, uma coleção de troféus retrata as boas histórias que o Remo de Campina Grande construiu no futebol amador da Rainha da Borborema, como é conhecida a cidade paraibana. Não faltaram títulos. Sobram recordações, inspirações e muita disposição para que o projeto siga firme.
A perseverança de Josa passa por ter vivenciado épocas em que atletas como Hulk, Fábio Bilica e Marcelinho Paraíba escolheram a escolinha de seu pai antes de ganharem o mundo do futebol. Eis o combustível para persistir descobrindo sonhos de possíveis talentos que desbravem o esporte com o mesmo sucesso que esses três.
- O meu pai tinha o Remo amador. E aí eu ganhei uma camisa que tinha um C e um R. Quando eu lembrei que o meu pai tinha o Clube do Remo, aí eu coloquei e ficou até hoje - disse Josa.
Marcelinho Paraíba, Josa Firmino e Hulk — Foto: Reprodução / TV Paraíba
Entre as muitas coincidências que ligam a história de um gigante do futebol do Norte à de uma equipe amadora, Josa revelou um pequeno "deslize" no Remo paraibano, muito improvável que acontecesse no clube paraense. É que, por depender de doações, o Remo de Campina Grande já precisou fazer uso de um uniforme azul celeste, cor do Paysandu, que é o maior rival do Remo paraense. Mas nada que tenha deixado restar alguma dúvida nas intenções dos idealizadores. Não é, seu Josa?
- O Remo é a minha vida. (Quase) 40 anos de Remo. Nunca fechamos a nossa escolinha, organizadinha, revelando jogadores... - garantiu, para não deixar dúvidas, o treinador.
Fábio Bentes, presidente do Remo - o original -, ficou lisonjeado pela até então desconhecida história do homônimo do seu clube. Feliz por existir um time com a mesma identidade nominal há tanto tempo, o mandatário do Leão desejou que o caminho dos paraibanos seja tão farto como foi o dos paraenses ao longo de toda sua trajetória no futebol nacional.
- É uma homenagem que nos deixa emocionados. Não é qualquer time que está sendo homenageado. É um time de uma tradição belíssima, de amor, luta e grandes conquistas. Que o Clube do Remo, da Paraíba, possa construir uma história tão bonita quanto o nosso - disse.
Meninada do Remo de Campina Grande perfilada — Foto: Reprodução / TV Paraíba
E é em Campina Grande, terra do seu mais novo conhecido xará, que o Remo se encontra, desde a noite dessa quarta-feira, para mais um importante compromisso pelo Brasileiro da Série C. Vai ser contra o Treze, no Amigão, às 20h desta quinta-feira. O duelo vai acontecer no Estádio Amigão e é válido pela rodada #5 do torneio nacional. Vai ser o primeiro jogo do Leão Malino após a perda do Campeonato Paraense para o Paysandu, no último domingo.

Por Redação GE
Campina Grande
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