Breno Morais rompe silêncio, critica diretoria do Botafogo-PB e garante presença em eleição

Apresentação Leston Júnior, Botafogo-PB,Breno Morais, — Foto: Cisco Nobre / GloboEsporte.com
O clima, que segue tenso nos bastidores do Botafogo-PB, esquentou de vez com a participação do ex-vice de futebol do clube, Breno Morais, no programa Microfone Aberto, na Rádio Tabajara, nessa segunda-feira. O dirigente rebateu algumas insinuações do presidente do Belo, Sérgio Meira, um dos entrevistados no programa, de que pessoas no clube estão tentando antecipar o que ele chamou de apocalipse no clube. Breno Morais tomou as dores e criticou a gestão atual de Meira, garantindo ainda que nas próximas eleições seu grupo político vai estar atuante para tentar retomar o poder.
Tudo começou quando o atual mandatário botafoguense estava sendo entrevistado, explicando a situação atual financeira do clube e comentando que havia algumas pessoas ligadas ao Botafogo-PB tentando criar uma crise institucional. Sérgio Meira apelidou as pessoas, sem citar nomes, de “profetas do apocalipse”.
As insinuações incomodaram Breno Morais, que ligou para o programa, apresentado pelo radialista Lima Souto, para rebater as críticas. Ele explicou que o presidente botafoguense estava se referindo a ele, pediu coragem ao dirigente para citar nomes e desferiu várias acusações contra a gestão atual do clube.
- Tenha coragem, seja homem, presidente. Diga que foi Breno Morais que falou isso, isso e isso. E aí a gente vai discutir na esfera judicial ou em um debate político. Não seja essa pessoa infame, que fica nos bastidores dando recado, fritando o treinador nas redes sociais. Eu sei de tudo que está ocorrendo com Evaristo Piza. Eu quero dizer a torcida do Botafogo-PB, que esse profeta que o presidente estava mencionando, ele estava se referindo a mim. Uma das característica do presidente do Botafogo-PB é não tomar posições. Tudo foi os outros. Um exemplo recente é o que quem demitiu o treinador foi a torcida, não foi ele - desabafou Breno.
A saída de Evaristo Piza, aliás, foi um dos pontos criticados pelo ex-dirigente. Segundo Breno, a diretoria tem o acusado de fazer parte do que a atual gestão entende ser um jogo duro que Piza tem feito para assinar a rescisão. Até agora, técnico e clube ainda não chegaram a um acordo financeiro sobre sua demissão.
- A conta do treinador começa com R$ 44 mil (cláusula da rescisão). E por que eu sei disso? Porque este presidente aí me acusou com a vulgaridade que lhe é característica ao agente de Piza, dizendo que eu estava por trás do que o técnico estava pedindo. Eu passei 14 anos no Botafogo-PB, entreguei o clube com crédito, sem nenhum débito. A gente não faz nada por trás. Nós somos homens. Não fazemos coisas na calada da noite - garantiu.
O ex-dirigente do clube ainda fez duras críticas à gestão financeira da atual diretoria, à composição da cúpula e garantiu que, se for possível legalmente, vai participar ativamente das eleições do clube.
- É por isso que somos oposição, porque tem gente hoje que toma decisões no clube, que chegou no ano passado, que não sabia nem onde ficava a Maravilha. Hoje manda. Foi esse quem me chamou de ladrão do clube porque eu não havia apresentado prestações das lojas que eu administrava. Essa diretoria fez uma reunião para prestar contas em 2019, mas até o momento essa diretoria não prestou contas ao conselho fiscal e ao conselho deliberativo. Na reunião, disseram que o clube estava com um déficit de apenas R$ 1 milhão, que seria suplantado pela participação da torcida, pela classificação em duas fases na Copa do Brasil. Mas se só tinha aquele déficit, por que o clube agora fala que já está em dificuldade financeira? Fale a verdade presidente. Fale que os patrocinadores já pararam de pagar. Que tem uma simples conta de operadora de TV a cabo, que está atrasada, que está no nome de Zezinho, que ele teve que receber várias ligações para que se resolvesse uma conta de nada. Por isso que hoje, nosso grupo, que é composto por mim, Alexandre Cavalcanti, Zezinho Botafogo, Guilherme Novinho, por meu filho (Alexandre Almeida), Afonso e por um monte de gente, é de oposição - explicou.
Réu em dois processos oriundos da Operação Cartola, que investigou um suposto esquema de manipulação de resultados no futebol paraibano, Breno Morais foi afastado do clube - onde exercia a função de vice de futebol - em 2018. Na semana passada, o dirigente teve a última medida cautelar imposta pela justiça revogada, podendo a partir da data da decisão voltar a assistir jogos do Botafogo-PB e comparecer à sede do clube.
O dirigente, no entanto, segue impedido de assumir qualquer cargo estatutário no Belo, já que foi banido do futebol pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em condenação desportiva em virtude dos desdobramentos da Operação Cartola. O dirigente, todavia, vai buscar uma revisão da pena, o que é possível na estrutura da Justiça Desportiva. Na esfera criminal, o processo segue em andamento e ninguém ainda foi julgado.

Por Pedro Alves 
Globoespote.com
João Pessoa

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