Causos & Lendas do Nosso Futebol: Você lembra de Mazinho

O craque e polivalente Iomar Nascimento, o popular “Mazinho” nasceu na cidade canavieira de Santa Rita, estado da Paraíba, precisamente no dia oito de abril de 1966.  Das categorias de base do Clube de Regatas Vasco da Gama, juntamente com uma geração talentosa - que incluía Romário -, ele conquistou espaço entre os titulares daquela seleta equipe de profissionais.
Inúmeros títulos ele conquistou com a camisa da equipe de São Januário, estaduais e nacionais, sempre sendo titular e peça fundamental no esquema dos treinadores. Hoje ele faz parte da equipe considerada a melhor de todas as épocas; junto com Roberto Dinamite, Romário, Edmundo e mais sete excepcionais jogadores.
O craque em comento  mostrou as suas habilidades em equipes internacionais como o Lecce e a Fiorentina, ambas da Itália.  Valencia da Espanha, pelo Celta de Vigo, equipe na qual foi grande ídolo.
Mazinho também encantou os torcedores dos esquadrões do Elche e Deportivo Alavés, ambos sediados em terras espanholas.
O nosso homenageado foi um dos líderes de títulos conquistados pela poderosa Sociedade Esportiva Palmeiras, no início dos anos noventa. A torcida palmeirense lembra com saudade daquele jogador versátil, aplicado e conhecedor de várias posições em campo..
O coroamento de uma carreira talentosa, aplicada e vitoriosa foi a sua passagem pela seleção brasileira, na qual conquistou o Mundial de 1994 e a Copa América de 1989. E foi justamente em 89 que ele estreou pela seleção. No dia 29 de março, na Arábia Saudita, diante do Al Ahli, Mazinho fez sua primeira partida com a amarelinha. O Brasil venceu o amistoso por 3 a 1.
A última partida que Mazinho fez pela seleção brasileira foi contra a Itália, na final do Mundial dos Estados Unidos de 1994. Quem não lembra daquele título, conquistado por nossos atletas?
Ao todo, pela lateral ou pelo meio de campo, Mazinho disputou 40 jogos oficiais pela seleção brasileira. Segundo o livro "Seleção Brasileira - 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, foram 24 vitórias, 11 empates e cinco derrotas.
Tudo isso nós já sabíamos e encontramos fácil em pesquisas na net. O que eu queria saber e tinha curiosidade, amigo leitor, era se Mazinho tinha tentado carreira em seu estado natal, e se tinha jogado em nossas equipes paraibanas.
E foi conversando com o nosso craque e ídolo, graças ao não menos talentoso, e amigo, Nairon Barreto, o consagrado comediante “Zé Lezin”, que agendou um cafezinho em um shopping para termos essa conversa sensacional e marcante.
Pois bem, simples, humilde e extremamente educado, Mazinho me disse que tudo começou na equipe infantil do tricolor canavieiro, o antigo e aguerrido Santa Cruz Recreativo Esporte Clube, quando conquistaram o campeonato estadual. Quem treinava a criançada em Santa Rita era o saudoso Benedito Medeiros, o popular “Bena”, recém falecido.
Disse-me ainda que, por várias vezes - escondido do pai - pegava o ônibus em Santa Rita e descia na rodoviária do centro antigo de João Pessoa, e seguia a pé até o bairro de Jaguaribe – comendo jambos pelas ruas da cidade - para treinar futebol de salão no histórico Estrela do Mar, equipe fundada pelo Frei Albino e que foi um celeiro de craques da bola pesada.
Também lembrou da sua convocação para a seleção paraibana juvenil, que possuía vários e talentosos jogadores e era treinada por Aristávora Santos, o nosso amigo “Tavinho”.
Em 1982, com apenas dezesseis anos “Mazinho” chegou a disputar várias partidas com a equipe profissional do Santa Cruz, enfrentando Botafogo, Treze, Guarabira e o Nacional de Patos.
E por falar em Nacional de Patos, quando eu perguntei a ele qual era o jogador paraibano que lhe chamava a atenção naquela época, ele sem pensar duas vezes respondeu que admirava muito o bonito e clássico futebol jogado por Messias, um dos maiores meio campistas da Paraíba que surgiu na década de setenta com a camisa alviverde.
Com relação a torcer por uma alguma equipe em especial na Paraíba, ele me disse que toda a sua família torcia pelo Campinense Clube. Outro aspecto interessante foi o fato de não ter procurado treinar em nenhuma equipe considerada grande em nosso estado.
Finalmente, mostrou-se triste com a atual situação do futebol em sua cidade, em especial a situação do Santa Cruz. Inclusive já chegou a tentar ajudar aquela agremiação.
Entre um gole e outro de cafezinho, tive a oportunidade de entregar a ele o meu livro Causos & lendas do Nosso Futebol, e a medalha Ivan Bezerra de Albuquerque, esta referente ao “Primeiro Encontro de Desportistas do Estado da Paraíba”.

Serpa Di Lorenzo
Membro Pleno do TJDF PB, da ACEP e APBCE
falserpa@oi.com.br
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