Advogado de Amadeu não vê motivos para afastamento e promete recorrer

A polêmica que envolve o futebol paraibano ganhou mais um capítulo nessa quarta-feira. Acatando o requerimento do Ministério Público da Paraíba (MPPB), a 4ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa decidiu pelo afastamento do presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Amadeu Rodrigues, e de outros cinco dirigentes investigados por envolvimento em um suposto esquema de corrupção no futebol local. O advogado do mandatário da FPF, Solon Benevides, no entanto, entende que não há motivos jurídicos para o afastamento do dirigente e promete recorrer da decisão.
- A defesa não tomou conhecimento oficialmente da decisão. Vamos examinar o conteúdo na íntegra e recorrer para o Tribunal, pois o nosso entendimento é que não existem motivos jurídicos necessários para as medidas judiciais noticiadas na imprensa - analisou Solon Benevides.
Mesmo com a intenção de recorrer, o advogado assegurou que o afastamento deverá ser realizado, já que se trata de uma medida judicial.
- A decisão noticiada fala em afastamento, então terá que ser cumprida a medida judicial. Mas nós vamos recorrer dessa determinação - ressaltou o advogado de Amadeu Rodrigues.
Nosman Barreiro, vice-presidente da entidade deve assumir o cargo. O vice-presidente já alegou em entrevista ao GloboEsporte.com a intenção de iniciar os trabalhos o quanto antes.
O afastamento é fruto de uma denúncia do MPPB, que entende que manter os dirigentes - investigados na Operação Cartola - em pleno exercício de seus cargos poderia representar o prosseguimento das supostas práticas ilícitas nas entidades. Ao lado do nome de Amadeu Rodrigues, mandatário da Federação, também foram afastados Lionaldo dos Santos Silva (presidente do Tribunal de Justiça Desportica de Futebol da Paraíba [TJDF-PB]), Marinaldo Roberto de Barros (procurador geral do TJDF-PB), Genildo Januário da Silva (vice-presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol da Paraíba) e os já destituídos José Renato Albuquerque Soares (ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol da Paraíba [Ceaf-PB]) e Severino José de Lemos (ex-membro da Ceaf-PB).
Além do afastamento, os nomeados e outros 11 nomes investigados devem cumprir seis medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Amadeu Rodrigues segue trabalhando internamente pela Federação, mas deve ser afastado nas próximas horas, cumprindo a medida judicial decretada pela 4ª Vara. O mandatário deverá se reunir com os seus advogados para traçar os próximos passos na estruturação da sua defesa.

Globo Esporte PB
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