Atlético de Cajazeiras se salva do rebaixamento, Miguelense de volta a elite do futebol alagoano, entrevista com o treinador Cleibson Ferreira


Feitos visto por muitos como impossível de acontecer, mas que foram realizados, por este profissional que tenho o prazer de conversar.
Depois de um grande trabalho a frente do clube paraibano Atlético de Cajazeiras, salvando-o do decretado rebaixamento, o treinador pernambucano Cleibson Ferreira (44 anos), assumiu o comando técnico do tradicional clube alagoano Miguelense F.C  para a disputa da segunda divisão estadual.
O clube estava 17 anos inativo sem atuar em competições profissionais, e mais uma vez o treinador consegue um outro grande feito, depois de todos estes anos fora de uma competição, o Miguelense finalmente volta a elite do Alagoano.
Nesta entrevista, vamos falar um pouco com o treinador Cleibson Ferreira, profissional acostumado a grandes desafios, e conseguir grandes resultados.
Professor, primeiramente mais uma vez parabéns pelo grande trabalho desempenhado à frente do seu clube.
Com este acesso do Miguelense, será mais um grande trabalho feito à frente de um clube que não vivia um grande momento, no seu histórico profissional vemos algumas grandes campanhas.
Podemos citar recentemente, o salvamento do Atlético de Cajazeiras do provável rebaixamento depois do clube ser dado por toda a cronica esportiva que seria um dos rebaixados, O acesso do Galícia depois de 24 anos na segunda divisão da Bahia, o vice campeonato da Copa Rio Grande do Norte pelo Corinthians de Caicó-RN, conseguir levar o Juventude de Dianópolis -TO as finais do estadual, e agora por ultimo o acesso do Miguelense depois de 17 anos fora das competições oficiais.
NA- Qual o segredo para fazer bons trabalhos em clubes em dificuldades ?
CF- Não há segredo, há muito trabalho, não é fácil realmente lidar com as adversidades, muitas vezes não encontramos um bom planejamento, ou mesmo uma boa estrutura de trabalho, e é justamente onde entra toda a nossa luta, motivar um grupo, porque trabalhar o técnico, tático, físico não vejo com muita dificuldades, mas o psicológico aí sim, conseguir motivar um grupo em meio a adversidades isso sim faz a diferença.
NA- Muito se fala do seu retorno ao futebol paraibano, o que se tem de certo nestas informações?
CF- Nada e tudo, nada porque não acertei nada com ninguém, e tudo porque não podemos deixar de ouvir quem tem interesse em contar com nossos serviços.
NA- Algum clube já lhe procurou para a próxima temporada?
CF-  Temos algumas conversas em andamento mais nada concreto.
NA- Professor falando um pouco da parte tática dos seus times, podemos ver uma grande evolução com o passar do tempo, isso se deve ao nível dos atletas, ou mudança tática mesmo implantado pelo professor?
CF- É relativo, quando chegamos em um clube onde podemos montar um grupo da forma que queremos, temos as opções de buscar jogadores de acordo com a postura tática que você deseja, mas muitas vezes nos deparamos com as dificuldades financeiras, onde não permite trazer os atletas que desejamos, ou mesmo quando já chegamos em uma competição em andamento com o grupo montado, neste caso nós temos que trabalhar montando uma postura tática de acordo com o elenco que temos em mãos, mas com certeza implantando os trabalhos diários atualizados, com metodologia moderna.
NA- Professor no seu histórico, encontramos também uma grande passagem pela divisão de base do Náutico, o que o senhor acha do atual momento da formação dos nossos atletas?
CF- Muitas coisas vem sendo feitas, porém ainda estamos longe do ideal, logico que não podemos generalizar, mas, quando vemos alguns clubes chamados grandes não ter um lugar para treinar, você já começa a se questionar sobre como será feito esta formação.
Os clubes tem que investir em seus profissionais e estruturas, não se pode fazer futebol de base com mentalidade amadora, o que vemos, são clubes exigindo títulos como se fosse a principal meta, onde na verdade a base hoje não só é para suprir o clube com peças para o elenco principal, mas também como ser uma importante base de renda aos cofres do clube, mas para isso os atletas tem que ser bem trabalhados, com o minimo de defeitos técnicos possíveis chegar ao elenco principal.
NA- Em que nível o senhor acha que o futebol brasileiro se encontra em comparação ao resto do mundo?
CF- Estamos passamos por uma renovação, um processo que vejo como natural, muitos estão questionando o tempo que o Brasil está passando sem uma conquista mundial, mas se nós lembrarmos bem, o Brasil passou de 1970, há 1994 sem um titulo mundial, e olha que passamos neste meio tempo com uma das melhores gerações, mas que não ganhou, que foi a dos anos 80.
Este processo todas as grandes seleções do mundo passaram ou estão passando, já foi Alemanha, Itália, Argentina, França, Espanha, todas passaram muitos anos até ter uma geração vencedora bem madura para ter uma sequencia de atuações em alto nível, como aconteceu com o Brasil com a geração dos anos 90, campeão do mundo 94, vice 98 e que foram campeões 2002.
Hoje o Brasil deu incio a um novo processo com o Tite no comando, e com esta geração vem começando a ver uma evolução, vamos esperar e torcer que os resultados vão se fortalecendo com o passar dos jogos.
NA-  Professor voltando ao assunto futebol alagoano, com o Miguelense de volta a elite, quais as perspectivas que o senhor ver do clube na primeira divisão?
CF- Muitas coisas tem que mudar, a forma de encarar o futebol, ter mais apoio dos setores privado e publico, precisa ter mais postura profissional em todas os setores.
O clube passou por muitos problemas, e muitos deles relativamente simples de ser solucionados, mas que por divergências politicas sempre encontrava resistência, mas o clube é de uma cidade de pessoas que gostam de futebol, tem uma boa praça de esporte, na minha opinião uma das melhores do estado, tenho certeza que com um bom planejamento e um apoio maior o clube terá tudo para fazer uma boa primeira divisão.
Hoje o clube tem um presidente que foi tachado como louco, por colocar o clube de volta ao senário profissional, ele com alguns amigos fizeram o possível para que o clube chegasse onde chegou, o Pililiu (Presidente) com o jeito dele, se era certo ou errado não vem ao caso, mas foi ele que teve a coragem de colocar o time na competição e se o clube hoje está na primeira também se deve a ele.
NA- E no Atlético de Cajazeiras, quais as perspectivas para 2017?
CF- Não sei exatamente, soube que assumiu um novo presidente, é um time com uma grande torcida, talvez um dos mais tradicionais do sertão paraibano, clube que deixei algumas amizades como por exemplo; o Narcisão, mas que também precisa mudar muitas coisas, foi muito difícil o processo de manter o clube, lidar com problemas financeiros sempre foi algo muito difícil, e isso até pelo o que eu soube é algo que já algum tempo vem se arrastando, espero e torço muito até mesmo por causa de sua torcida apaixonada, que o clube faça uma grande campanha e principalmente se organizem nesta situação financeira.
NA- Professor sabemos que o Atlético já tem um novo comando técnico, mas como o senhor ver a enquete que foi feita quando acabou a participação do Atlético na competição, fazendo a pergunta; Qual seria o treinador ideal para a temporada 2017, e em uma incrível unanimidade o seu nome foi o escolhido, o que se deve esta aceitação?
CF- Acho mais do que normal por tudo que foi feito ao clube, pelo trabalho que desenvolvemos em meio a tantas adversidades, fico lisonjeado por todo o carinho do torcedor por nosso trabalho tive o respeito do torcedor da cidade isso é o que eu levo no coração.
NA- Você trabalharia nos rivais do Atlético, o Sousa e o Paraíba?
CF- Sou profissional, respeito o Atlético, como respeito qualquer outro clube que tenha sido rival dos clubes pelo qual trabalhei, em Pernambuco trabalhei nos três chamados grandes, Sport, Náutico e Santa cruz, isso não vejo problema, quando atuei pelo Atlético dei o meu melhor, fiz o que podia para ajudar o clube e assim conseguimos, o mesmo que fiz e farei por qualquer outro clube que eu venha trabalhar, seja da Paraíba ou outro estado.
NA- Professor e as expectativas para 2017, o senhor já sabe para onde vai, ou mesmo se vai permanecer no Miguelense?
CF- na verdade estamos conversando com algumas pessoas, graças a Deus foi um ano bom, espero que as coisas aconteçam naturalmente, costumo dizer que Deus está no comando, assim as chances das coisas dar certo será bem maior.
NA- Professor agradeço o seu tempo cedido em responder as estas questões,e muito esclarecedora, aproveito para parabeniza-lo pelo seu excelente e admirado trabalho, desejo sucesso e sorte nas próximas temporadas.
CF- Eu que agradeço, foi muito gratificante responder estas perguntas e estamos sempre a disposição.

Credito: Noticias de Alagoas
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