Paraibano de 2016 registra o artilheiro com menor número de gols da história

Foto: Marlon Costa (Pernambuco Press)
Artilheiro do Brasil em 2016, o atacante Rodrigão não ficou no Campinense para as finais do Campeonato Paraibano. Vendido ao Santos, ele saiu após as semifinais contra o CSP, com 9 gols marcados na competição. O suficiente para terminar como principal artilheiro, repetindo o feito da Copa do Nordeste, na qual a Raposa ficou com o vice-campeonato.
Aliás, os 9 gols marcados por Rodrigão representam a pior marca da história do Campeonato Paraibano - pelo menos, nas edições com registro de artilharia. Isso porque apenas em dois anos da era amadora (antes de 1960) há registros dos goleadores. De 1960 para cá, o recorde negativo tinha sido em 2000, quando o trezeano Rincón marcou apenas dez gols. 
Mas vale lembrar que o campeonato deste ano foi mais enxuto depois que a CBF reduziu o calendário dos estaduais. Rodrigão jogou apenas 14 vezes, e os 9 gols lhe dão uma boa média de 0,64 por partida.
+ Confira a artilharia do Campeonato Paraibano de 2016
O mais curioso é que o Campeonato Paraibano já teve artilheiros com marcas expressivas. Em 1983, por exemplo, Dentinho, do Botafogo-PB, marcou 42 gols e é até hoje o maior goleador em uma só edição. Roberto Michelle (40 gols pelo Sousa em 1995), Rocha (35 gols pelo Treze em 1989), Aguinaldo (35 gols pelo Botafogo-PB em 1992) e Marcos Pitombinha (35 gols pelo Treze em 1993) também são outros goleadores históricos do Paraibano.
Rodrigão é o 15º raposeiro a conquistar o topo da artilharia do estadual. Antes dele, o último havia  sido Warley, em 2012. Dois jogadores foram goleadores em três edições - Ireno (1965, 1966 e 1968, sempre pelo Campinense), e Edmundo (2007, pelo Nacional de Patos; 2009, pelo Sousa; e 2010, pelo Botafogo-PB).
TODOS OS ARTILHEIROS DO CAMPEONATO PARAIBANO *
1938 - Alírio (União), 8 gols
1957 - Delgado (Auto Esporte), 11 gols
1960 - Zezinho Ibiapino (Campinense), 18 gols
1961 - Pedro (Treze), 10 gols
1962 - Tonho Zeca (Campinense), 12 gols
1963 - Cocó (Campinense), 11 gols
1964 - Ruiter (Campinense), 16 gols
1965 - Ireno (Campinense), 17 gols
1966 - Ireno (Campinense), 11 gols
1967 - Farias (Campinense), 13 gols
1968 - Ireno (Campinense), 20 gols
1969 - Nide (Treze), 16 gols
1970 - Dissor (Botafogo), 14 gols
1971 - Edgar (Campinense), 15 gols
1972 - Edgar (Campinense), 15 gols
1973 - Vandinho (Treze), 17 gols
1974 - Clóvis (Nacional de Patos), 19 gols
1975 - Edílson (Atlético de Sousa), 13 gols
1976 - Edílson (Atlético de Sousa), 16 gols
1977 - Jorge Demolidor (Botafogo), 22 gols
1978 - Magno (Botafogo), 15 gols
1979 - Adelino (Treze), 19 gols
1980 - Hélcio Jacaré (Treze), 15 gols
1981 - Joãozinho Paulista (Treze), 30 gols
1982 - Lula (Treze), 22 gols
1983 - Dentinho (Botafogo), 42 gols
1984 - Carlinhos Mocotó (Botafogo), 19 gols
1985 - Carlos Roberto (Botafogo), 15 gols
1986 - Garrinchinha (Nacional de Cabedelo), 13 gols
1987 - Wamberto (Nacional de Patos), 20 gols
1988 - Nei (Botafogo), 14 gols
1989 - Rocha (Treze), 35 gols
1990 - Menon (Nacional de Patos), 17 gols
1991 - Orlando (Campinense), 15 gols
1992 - Aguinaldo (Botafogo), 35 gols
1993 - Marcos Pitiombinha (Treze), 35 gols
1994 - Missinho (Botafogo), 26 gols
1995 - Roberto Michelle (Sousa), 40 gols
1996 - Gílson Jacaré (Socremo), 15 gols
1997 - Wamberto (Botafogo), 16 gols
1998 - Marcelo Santos (Botafogo), 24 gols
1999 - Bia (Sousa), 17 gols
2000 - Rincón (Treze), 10 gols
2001 - Val Araguaia (Treze), 15 gols
2002 - Binho (Campinense), 16 gols
2003 - Paulinho Guerreiro (Atlético de Cajazeiras), 17 gols
2004 - Adelino (Campinense), 19 gols
2005 - Ânderson (Nacional de Patos), 11 gols
2006 - Théo (Treze), 12 gols
2007 - Edmundo (Nacional de Patos), 18 gols
2008 - Fredson e Júnior Mineiro (Sousa), 14 gols
2009 - Edmundo (Sousa), 18 gols
2010 - Edmundo (Botafogo), 24 gols
2011 - Cléo Paraense (Treze), 15 gols
2012 - Warley (Campinense), 22 gols
2013 - Warley (Botafogo), 14 gols
2014 - Carlinhos (Santa Cruz), 17 gols
2015 - Rafael Oliveira (Botafogo), 15 gols
2016 - Rodrigão (Campinense), 9 gols
* Não há registros da maioria dos estaduais na época do amadorismo

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