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sexta-feira, 5 de março de 2021

Presidente da FPF-PB se posiciona sobre possível pausa no futebol: "Só se parar tudo, shopping, bar..."

Michelle Ramalho entende que o futebol vem sendo desenvolvido de maneira segura no Brasil — Foto: Rômulo Melquíades / FPF-PB
O debate sobre a possibilidade de o futebol brasileiro ser paralisado novamente como tentativa de se conter o avanço da Covid-19 no país está cada vez mais acalorado. Entre desportistas que defendem a suspensão das competições e outros que entendem que a bola não deve parar de rolar, quem também se manifestou sobre o assunto foi a presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Michelle Ramalho. A dirigente defende a continuidade normal das atividades futebolísticas, e até admite que haja uma paralisação, desde que outros setores — como shoppings e bares — também sejam barrados.
Michelle Ramalho, que comanda os destinos do futebol na Paraíba, viu o Ministério Público recomendar à CBF que partidas da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil não sejam realizadas em solo paraibano. A ideia do MP é que os jogos de Botafogo-PB, Campinense e Treze, que representam o estado nessas competições, não aconteçam em estádios da Paraíba pelo menos enquanto durar o decreto do governo estadual, que determina medidas mais rigorosas no combate ao novo coronavírus.
Ao opinar sobre o assunto, Michelle argumentou que o futebol precisa deixar de ser visto meramente como uma atividade de lazer e seja compreendido como um viés da economia, de onde vários profissionais tiram o seu sustento.
— Muitos setores da economia não pararam. Os shoppings, por exemplo, continuam abertos. Então por que parar o futebol, se é um dos setores que tomou as maiores medidas de segurança? Se for para parar, vamos parar todos os segmentos da economia. Parar só o futebol não é justo, e as pessoas precisam deixar de enxergar o esporte somente como uma atividade de lazer ou de diversão. O futebol movimenta a economia, e existem profissionais que dependem diretamente dessa atividade para garantir a sua subsistência — pontuou Michelle.
Procurador de Justiça do Ministério Público da Paraíba e também presidente das comissões nacional e estadual de prevenção e combate a violência nos estádios, Valberto Lira lidera um movimento em todo o Brasil, junto às demais comissões estaduais, no sentido de paralisar o futebol em todo o território nacional. Uma carta, inclusive, está sendo preparada e será enviada à CBF com essa recomendação.
O posicionamento do Ministério Público se dá em virtude do momento crítico que o Brasil e seu sistema de saúde vivem por conta da pandemia de Covid-19. De acordo com o último balanço divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa, até essa quinta-feira, 261.188 pessoas já morreram no país em decorrência da doença, com um total de 10.796.506 casos registrados.
Numa perspectiva apenas de Paraíba, os números continuam alarmantes: 4.612 mortes e 225.672 casos confirmados até essa quinta-feira, sendo 24 mortes e 1.385 casos apenas no último intervalo de 24 horas.
Mas Michelle Ramalho alega que o futebol é um dos setores que melhor executa o controle sanitário indicado pelos órgãos de Saúde. Em seu argumento, a presidente da FPF aponta que esses cuidados estão sendo tomados desde os centros de treinamentos dos clubes de futebol até a realização das partidas nos estádios.
Michelle citou que, ao contrário de outros segmentos, o futebol é o único em que seus profissionais são testados periodicamente e que não há fatores externos que possam contribuir com a contaminação de jogadores, membros das comissões técnicas e árbitros. Ela lembra que a presença de público nos jogos não está autorizada pelos órgãos de Saúde, nem pelas entidades que organizam o esporte no país.
— Basta lembrar que os consumidores, que são os torcedores, sequer podem entrar nos estádios com aferição de temperatura e usando máscaras, como acontece em outros locais. Além de o torcedor não poder entrar para ver os jogos, os trabalhadores do esporte só podem exercer suas atividades após serem testados e o resultado para Covid-19 aparecer negativo — argumentou Michelle.
O que estão querendo fazer com o futebol não é justo e o que nós buscamos, neste momento, é equidade e justiça
— Michelle Ramalho, defendendo que o futebol só deve parar se outros segmentos da sociedade também pararem
E o Campeonato Paraibano? Como fica?
Parar ou não parar os jogos da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil é responsabilidade da CBF, que é a entidade que organiza essas duas competições. Mas o Campeonato Paraibano é de responsabilidade da FPF. E, de acordo com o cronograma divulgado pela entidade, a bola vai rolar a partir do dia 17 de março na competição estadual.
Michelle, pelo visto, quer manter essa agenda. Mas o procurador Valberto Lira, do Ministério Público, já adiantou que, assim como iniciou diálogo com a CBF para que não haja partidas de competições regionais e nacionais na Paraíba, também quer evitar que o Campeonato Paraibano seja iniciado, pelo menos por enquanto.
Valberto confirmou ao GE Paraíba que já está redigindo um documento a ser enviado à FPF recomendando que, pelo menos enquanto durar o decreto do governo do estado, limitando as atividades consideradas não essenciais, os jogos de futebol não acontecem em solo paraibano. Segundo o procurador, esse documento deve ser enviado, no máximo, até a próxima segunda-feira.

Por Raniery Soares, do Jornal da Paraíba 
GE João Pessoa

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