Internacional perde para o Boca Juniors no Beira-Rio e se complica nas oitavas da Libertadores

 
Foto: Jefferson Botega/RBS
Em uma partida carregada de emoção, a maior homenagem a Maradona veio de seu pupilo, herdeiro da histórica camisa 10. Tevez fez o gol da vitória do Boca Juniors sobre o Inter por 1 a 0, que deu a vantagem aos argentinos de empatar em casa, na semana que vem, para avançar às quartas de final da Libertadores. Aos gaúchos, servem apenas vitórias. Se for pelo mesmo placar, pênaltis. Avança se ganhar desde que marque dois ou mais gols.
Antes do jogo, já houve memória a Maradona. O Inter usou uma frase, "Gracias, Diego", nas camisetas. No momento de silêncio, a imagem do eterno ídolo argentino apareceu no telão. Aos 10 minutos, o sistema de som registrou aplausos e o estádio ficou com as membranas nas cores da bandeira do país vizinho.
Em campo, Leomir Souza escalou o time no 4-4-2, com Dourado e Lindoso na frente da área, D'Alessandro e Patrick mais à frente e uma dupla de ataque com Yuri Alberto e Thiago Galhardo. No Boca, Villa fez companhia a Tevez no ataque. A poucos minutos de começar a partida, um temporal caiu sobre Porto Alegre, inundou o gramado, que melhorou, apesar de permanecer molhado, na hora do jogo.
Os colorados começaram em ritmo acelerado. No primeiro minuto, o goleiro Andrada se atrapalhou com a bola e cedeu um escanteio de graça. Após a cobrança, a zaga afastou e Patrick emendou o rebote, para fora.
Aos sete, nova chegada. Patrick avançou pela esquerda e lançou Galhardo, que passou a Lindoso. Sua conclusão, porém, foi na rede pelo lado de fora.
Aos poucos, o Boca foi entrando no jogo, arriscando alguns ataques. Em duas tentativas, teve chutes travados, um de Fabra, por Dourado, outra de Tevez, por Moledo. Ainda assim, era o Inter quem criava mais. Aos 17, Lindoso cruzou da direita e Andrada afastou parcialmente, Uendel pegou a sobra e cruzou. Galhardo saltou e cabeceou ao lado da trave.
Os argentinos recuavam as linhas, fechavam os espaços e esperavam um contra-ataque. Ele veio aos 31. Um balão foi desviado por Tevez e Villa partiu em velocidade. Ao lado dele, Salvio apareceu como opção. Entre os dois, Moledo. Villa driblou o zagueiro e, frente a frente com Lomba, chutou de pé esquerdo, mas para fora. Na sequência, Tevez foi ao fundo e cruzou. Izquierdoz cabeceou por cima. O mesmo Izquierdoz, aos 38, também teve vantagem no jogo aéreo em cobrança de escanteio, mas ao lado da trave.
A direita colorada, mesmo tendo, em tese, Lindoso escalado para fazer cobertura a Heitor, era o caminho aberto para o Boca atacar. Com Fabra e Cardona revezando-se no corredor, os argentinos criavam todas as oportunidades ofensivas. Villa, aos 45, obrigou Lomba a fazer uma grande defesa ao chutar de fora da área, partindo daquele setor.
A tentativa de Leomir de, no intervalo, corrigir o problema defensivo foi trocar D'Alessandro, até então única peça lúcida do time, e colocar Maurício. O ex-cruzeirense entrou aberto pela direita.
Foi por essa faixa que o Inter quase abriu o placar aos três minutos. Heitor fez tudo sozinho, invadiu a área e chutou. A bola desviou em López, encobriu Andrada e morreu na rede de cima da trave. O Boca respondeu logo em seguida. Villa arrancou, mais uma vez, pela direita, e chutou. A zaga salvou, a bola respingou em Dourado e sobrou para Tevez. Lomba bloqueou. O auxiliar, porém, havia assinalado impedimento.
A melhor oportunidade do Inter saiu aos 12 minutos. Uma troca de passes envolveu o Boca até chegar em Yuri Alberto, que abriu para Uendel. O lateral foi ao fundo, olhou para a área e cruzou na medida, exatamente onde estava Lindoso, sozinho, na pequena área. Inacreditavelmente, ele errou em bola e desperdiçou.
Pois o óbvio aconteceu. Logo depois de perder a chance viva, o Inter levou o gol. Uendel e Zé Gabriel bobearam na frente de Salvio, o atacante driblou o zagueiro e entregou a Tevez, que girou sobre Moledo e enganou Lomba: 1 a 0. Na comemoração, o camisa 10 tirou a camisa. Por baixo, outra 10, em modelo antigo, usada por Maradona.
Imediatamente, Leomir chamou Leandro Fernández, que entrou no lugar de Yuri Alberto. O Boca passou a controlar o jogo e envolver o Inter, que mal conseguia se defender. Moledo precisou intervir decisivamente em duas tentativas.
Na bola parada, o empate esteve perto. Leandro Fernández cobrou uma falta frontal ao lado da barreira e a bola explodiu na trave. A última tentativa foi a entrada de Nonato no lugar de Lindoso. Teve tempo para Patrick tabelar com Galhardo e perder cara a cara com o goleiro.
Mas no fim, o Beira-Rio foi sede de mais uma derrota colorada. Se havia três campeonatos até duas semanas atrás, o Inter está bem perto de só ter o Brasileirão pela frente.
Libertadores — oitavas de final (ida) — 02/12/2020
INTER (0)
Marcelo Lomba; Heitor, Rodrigo Moledo, Zé Gabriel e Uendel; Rodrigo Dourado, Rodrigo Lindoso (Nonato, 35'/2ºT), D'Alessandro (Mauricio, int.) e Patrick; Thiago Galhardo e Yuri Alberto (Fernández, 23'/2ºT)
Técnico: Leomir Souza
BOCA JUNIORS (1)
Andrada; Buffarini, López, Izquierdoz e Fabra; Salvio (Maroni, 30'/2ºT), Campuzano, Capaldo e Cardona; Tevez e Villa
Técnico: Miguel Ángel Russo
Gols: Tevez, aos 18 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Galhardo, Patrick, Lindoso (I); Fabra, Tevez, Salvio, Campuzano (B)
Local: Beira-Rio, Porto Alegre
Público e renda: portões fechados
Arbitragem: Esteban Ostojich, auxiliado por Richard Trinidad e Carlos Barreiro (trio uruguaio). VAR: Nicolás Gallo (colombiano)
 
GZH Colorado 
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