Ceará vence Fortaleza no primeiro Clássico-Rei da Série A 2020 e dorme na 6ª colocação

FORTALEZA, CE, BRASIL, 26.08.2020: Vina. Ceara x Fortaleza, na Arena Castelão pelo Campeonato Brasileiro. em época de COVID-19. (Foto: Aurelio Alves/ O POVO)
Deu Ceará no primeiro Clássico-Rei da Série A de 2020. Com gol marcado por Vina, aos 43 minutos do primeiro tempo, o Vovô bateu o Leão por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, 2, no Castelão. Com o resultado, o Alvinegro chegou aos dez pontos e ultrapassou o rival na classificação.
O jogo foi semelhante ao último encontro entre as duas equipes, quando o Ceará adotou uma postura mais defensiva e apostou em contra-ataques. Apesar de ter mais posse de bola, o Fortaleza não conseguiu quebrar as linhas de marcação do Ceará e nas poucas chances criadas, desperdiçou.
Foi a quarta vitória consecutiva do time comandado por Guto Ferreira. Com o gol marcado, Vina chegou a nove na temporada, se isolando ainda mais na artilharia do Vovô, e a três na Série A.
O Jogo
O Fortaleza começou a propondo mais o jogo. Com bolas longas, muitas lançadas pelo goleiro Felipe Alves, sempre buscando os jogadores que atuavam mais abertos (pela esquerda David e pela direita Gabriel Dias). Com linhas baixas, o Ceará até permitia uma troca de passes do Leão no campo de ataque, mas não dava espaço para a conclusão das jogadas, tanto que o Tricolor só conseguiu uma finalização na primeira etapa.
O melhor lance do Fortaleza aconteceu aos 30 minutos, quando Romarinho serviu Yuri, que invadiu a área pela direita e bateu cruzado. A bola desviou em Luiz Otávio e se apresentou para David, que desviou mal e ainda viu Samuel Xavier se jogar na frente e desviar para fora.
O Ceará avançava quando roubava a bola. Fernando Sobral era uma das peças-chave para esse tipo de jogo. Ele ganhou a maioria dos duelos pelo chão e conseguiu outros quatro desarmes. Ao recuperar a bola, ele iniciava os contra-golpes, muitas vezes dialogando com Vina. Atrás, a dupla de volantes Charles e William Oliveira dava o primeiro combate para uma linha defensiva que oferecia pouco espaço mais perto da grande área alvinegra.
Mesmo com apenas 30% de posse de bola na primeira etapa, o Ceará teve quatro finalizações. Dois chutes altos, sendo um com Vina, de fora de área e outro com Sobral, já na grande área; uma cabeçada de Cléber, para fora, já nos acréscimos e o gol, que aconteceu aos 43 minutos.
Cléber estava com a bola, de costas para o gol e Paulão chegou para tentar tomar. Os dois caíram (os jogadores do Fortaleza até reclamaram de que o atacante alvinegro teria deixado o braço no rosto do zagueiro), a bola sobrou para Sobral, que lançou Charles. O volante correu até a linha de fundo e cruzou. Felipe Alves saiu deixando o lado esquerdo aberto e Vina se antecipou e saltou para desviar a bola com a perna direita, mandando para a rede.
O panorama não mudou muito na segunda etapa, com a diferença de que o Fortaleza voltou pressionando ainda mais. A posse de bola do Ceará caiu para 22%, mas o Tricolor continuava sem criar chances claras. Aliás, nos 90 minutos, não houve nenhuma defesa de Prass, além de socos em bolas levantadas na grande área, em escanteios ou cobranças de falta.
Rogério Ceni foi aumentando o poder de fogo do time e lançou somente jogadores com característica de ataque no segundo tempo (Osvaldo, Vázquez, Fragapane, Orobó), mas esbarrava na boa marcação do Alvinegro. Na verdade, era o Ceará que tinha oportunidades de marcar. Primeiro com Samuel Xavier, aos 14, em chute de longe, que obrigou Felipe Alves a desviar para fora. No lance seguinte, o arqueiro segurou uma cabeçada de Sobral, após a defesa do Leão afastar uma bola de escanteio.
O melhor lance do Ceará na etapa final, porém, veio aos 35 minutos. Em um contra-ataque, Sobis lança Vina na grande área, pela direita. Ele espera um companheiro passar ao seu lado e insinua o toque, mas finta Paulão, que o marcava, e bate seco, rasteiro. Felipe Alves defendeu.
Guto Ferreira não fez cerimônia em proteger o resultado. Durante as alterações, colocou volante de marcação e zagueiro descansados e lançou Mateus Gonçalves como opção para contra-ataque. Com a estratégia, venceu o segundo Clássico-Rei de três que disputou e trouxe para Porangabuçu a terceira vitória seguida na Série A (a quarta foi pela Copa do Brasil).
Ceará
4-2-3-1: Prass, Samuel Xavier, Luiz Otávio, Pagnussat (Gabriel Lacerda), Bruno Pacheco; Charles, William Oliveira (Fabinho); Fernando Sobral, Vina (Baxola), Leandro Carvalho (Mateus Gonçalves); Cléber (Sobis). Téc: Guto Ferreira
Fortaleza
4-2-4: Felipe Alves, Gabriel Dias, Quintero (Vazquez), Paulão, Bruno Melo; Felipe, Juninho (T. Orobó); David (Osvaldo), Romarinho, W. Paulista, Yuri César (Fragapane). Téc: Rogério Ceni
Local: Castelão, em Fortaleza-CE
Data: 2/9/2020
Horário: 19 horas
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (FIFA/SP)
Assistentes: Miguel Caetano da Costa (SP) e Luiz Alberto Nogueira (SP)
Cartões amarelos: Felipe, Vazquez (FOR) Vina, Charles (CEA)

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