Braz diz que Jesus sai "pela porta da frente" e busca substituto: "Precisamos continuar ganhando"

Marcos Braz, VP do Flamengo — Foto: André Durão
Depois de confirmada a saída do técnico Jorge Jesus, o vice de futebol do Flamengo, Marcos Braz, atendeu a jornalistas e comentou sobre o assunto. Ele reconheceu que não era o desejo do clube, mas que o respeita a decisão do técnico, que, em sua visão, deixa o Flamengo pela porta da frente.
- Não tem lamento. estamos (Flamengo) com 125 anos. Passa o Jorge, passa a diretoria, passam tantas pessoas que trabalharam, tantos ídolos. A gente está triste porque não era o que queríamos, tanto que renovamos o contrato. Nos esforçamos. Mas agora, nesse segundo momento, teve um outro entendimento que eu vou respeitar. O Jorge e todos saem pela porta da frente, de uma maneira correta e humana. Vida que segue. Será seguida - disse o dirigente.
Marcos Braz confirmou que apenas nesta sexta-feira foi comunicado por Jorge Jesus de sua decisão de aceitar a proposta do Benfica.
- Somente hoje fomos comunicados do desejo do encerramento contratual com o Flamengo.Tive um almoço tranquilo com o Jorge. Bem leve. Deu tudo certo. Acho que o presidente Landim desde o começo conduziu com correção, sempre dando todas as condições. Contratamos o Jesus já atrás e sempre acreditamos. Veio e, com toda sua comissão técnica muito competente, trabalharam muito fora de seu país. Conversamos. Está tudo certo.
Com a mudança de comissão técnica, o elenco do Flamengo só vai se reapresentar na próxima quarta-feira, no Ninho do Urubu.
Busca pelo novo técnico
- A torcida fica sempre apreensiva, e está correta em cobrar novamente um grande técnico para que se possa ter o resultado que nós tivemos. Agora temos que ter tranquilidade. As competições começam no dia 9. Não temos o maior tempo do mundo, mas não estamos no meio de um Brasileiro, Libertadores... Talvez fosse um estresse maior. Com muita calma... é tudo especulação em relação a nome de técnico, até pela relação que tenho com o Jorge. Ninguém ia mexer uma peça do tabuleiro antes de um comunicado oficial dele, que aconteceu apenas hoje. O que não quer dizer que a gente não esteja atento ao mercado. A partir de domingo vamos começar a ver o melhor para o Flamengo continuar esse ano tão diferente. Precisamos continuar ganhando. Não tenho que lamentar, apenas agradecer.
Preferência por um estrangeiro?
A gente hoje encerra o capítulo Jorge Jesus como funcionário do clube, como técnico do clube. Lógico que a história dele não vai sair nunca daqui. Amanhã com tranquilidade a gente vai começar a analisar e, domingo, não que a gente vai começar, mas vai ter mais ênfase nos caminhos que a gente vai tomar. Não tenho nenhum demérito em poder ser técnico brasileiro ou que esteja no país. Não tem nada disso. Nós nessa gestão já tivemos técnico brasileiro, português... Agora com calma a gente vai escolher o próximo técnico.
Não tem preconceito com absolutamente nada. Os técnicos brasileiros são maravilhosos, grandes resultados, grandes técnicos... Mas a gente vai ter a tranquilidade para escolher o melhor caminho.
Explicações de Jorge Jesus
Não deu (motivo específico para a saída). O que conversei durante longas duas horas vai ficar, a maioria, vai ficar entre eu e ele. Ele tem um agradecimento enorme pelo Flamengo. Um agradecimento por toda diretoria, como, acho, eu conduzi, o presidente Landim, o Bruno, todas as pessoas do futebol... Ele não tem nenhuma reclamação. Os pontos que ele tocou a maioria são pontos pertinentes, mas não tem absolutamente um ponto. Se tivesse, ficou entre eu e ele.
Clube tentou segurá-lo?
Não, por um simples fato: nós, do Flamengo, da instituição, passamos dois, três meses apresentando um segundo projeto, um projeto contínuo quando acabou o primeiro contrato. A imprensa acompanhou, nós ficamos dois, três meses para fazer essa renovação. A renovação é assinada, mais uma vez, a diretoria do Landim consegue o êxito para que a gente pudesse continuar. E agora por uma avaliação do Jorge, ele chegou e me apresentou os motivos. Volto a falar: não é motivo que não se possa externar, é porque foi uma conversa pessoal. Só eu e ele, não tinha empresário, advogados, não tinha absolutamente ninguém.
Deu tudo certo. Entre eu, presidente, instituição. E ele, como pessoa, muito grato a tudo e a todos.

Por Paula Carvalho e Richard Souza 
Globoesporte.com
Rio de Janeiro
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