Presidente da Perilima critica postura dos clubes paraibanos perante a FPF: "Esperam demais"

Jailton Oliveira criticou a postura dos cartolas paraibanos — Foto: Ramon Smith / Perilima
Há dois anos gerindo futebol na Paraíba, Jailton Oliveira, presidente e principal investidor da Desportiva Perilima, vem observando as diferenças do futebol no estado com relação ao de centros mais desenvolvidos. Dentre comportamentos, culturas e tradições, um aspecto negativo chama bastante a sua atenção: a morosidade dos dirigentes do estado em tomar frente na busca pela solução dos problemas. Na visão do mandatário da Águia de Campina Grande, os clubes do estado se colocam numa relação de dependência perante à Federação Paraibana de Futebol (FPF), o que, para ele, é bem negativo.
- Os clubes não podem esperar que a Federação venha a resolver seus problemas. Os clubes têm que se unir para buscar a solução. O que eu vejo muito é os clubes esperando a Federação resolver alguma coisa - afirmou Jailton Oliveira.
A declaração de Jailton, que foi dada em uma transmissão ao vivo realizada nas redes sociais da Perilima, está ligada ao momento atual de retomada do futebol no estado, mais de três meses após a paralisação por conta da pandemia do novo coronavírus. Apesar de vários clubes terem manifestado interesse em voltar ao treinos, quem tomou as rédeas e apresentou um protocolo de retomada foi a Federação. Atitude que, na visão do dirigente, não é uma responsabilidade da entidade.
- Agora vão ficar esperando a Federação Paraibana ir pressionar o governador. Não é uma responsabilidade dela. A Federação não deve a ninguém. A Federação é só um cartório, onde você vai lá e você protocola o contrato do jogador - argumentou o dirigente da Águia.
Na oportunidade, o presidente da Perilima ainda aproveitou para comentar a situação financeira vivida pelos clubes do estado meio à interrupção das atividades. E, apesar de ter criticado o Governo do Estado da Paraíba pela demora no repasse das verbas dos programas de incentivo ao esporte, o dirigente não poupou os presidentes dos clubes.
- Parabenizo a atitude da presidente (Michelle Ramalho), que dividiu a ajuda de custos da CBF igualmente entre os clubes. Ela não tinha obrigação de fazer isso. Acontece que os clubes daqui se planejam mal, não investem na sua base e ficam dependentes do seu único patrocinador, que é o governo estadual - disparou Jailton.
Paraibano, Jailton Oliveira regressou ao estado em 2018, após mais de 20 anos fora, para se tornar proprietário da Perilima. No modesto clube de Campina Grande, implementou a filosofia de clube-empresa. Hoje, a Águia de Campina Grande é uma das principais equipes emergentes do estado. Para o presidente, que se autodenomina como gestor de futebol, o patamar alcançado pelo time se deu devido à mudança na forma de gerir o clube.
- Se não for feito nada, daqui há 40 anos, o futebol paraibano estará da mesma forma - completou o dirigente máximo da Perilima.


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