O projeto ambicioso para levar o Campo Grande-RJ de volta à elite do futebol nacional

Ítalo del Cima: palco de jogos de grandes clubes no passado, o estádio precisa passar por reformas - Danillo Pedrosa
O clube que carrega o nome do bairro mais populoso do Brasil quer voltar também a figurar no topo do esporte nacional. Depois de anos de más administrações e sucateamento, o Campo Grande Atlético Clube iniciou um projeto ambicioso que visa, pouco a pouco, levar a equipe de volta à elite do futebol carioca e brasileiro.
Poucos moradores da região se lembram do time liderado por Luisinho das Arábias, artilheiro da campanha no título da Taça de Prata de 1982 — equivalente à Série B do Brasileiro —, maior glória da história do Campusca. É com essa memória que o vereador Zico assumiu a presidência do clube, buscando resgatar o período de grandes conquistas.
Objetivos
"Assumimos o clube com o objetivo de levá-lo ao patamar em que estava antes. A ideia é colocá-lo lá em cima em nível nacional e continental. Em 10 ou 15 anos queremos estar disputando a sul-americana", disse o presidente.
Clube sucateado
"Pegamos um clube que estava sem disputar nada, todo destroçado. Sem luz, sem água, nada. No primeiro ano, ficamos em terceiro lugar da Série C. No ano seguinte, ficamos em segundo e subimos para a B2 - terceira divisão do carioca".
Por que aceitou o desafio?
"Sou morador da região e vivi os momentos áureos da história do clube. Assisti de perto a conquista da Taça de Prata, estava vendo o jogo. Passamos pelo clube todo dia e fomos vendo a degradação. Isso mexe com qualquer um que seja do Campo Grande ou dos bairros adjacentes. Já estive aqui em 2006, mas tive que priorizar a política. Houve essa oportunidade de assumir o clube e eu topei".
Luiz Stellet (e), diretor executivo, o presidente Zico e Marco Cerdá, coordenador das categorias de base - Danillo Pedrosa
Função social
"Priorizamos o futebol e o social, entregar o clube de volta a Campo Grande. Queremos entregar o clube ao povo daqui e dos bairros adjacentes, a Zona Oeste de verdade, do lado de cá do túnel".
Receita
"Tivemos o bailinho antes da pandemia e estávamos com outros três eventos programados. Também oferecemos atividades como zumba, basquete, vôlei, futsal, natação, judô... Temos um restaurante. O que arrecadaríamos com isso, investiríamos no estádio. Hoje, estamos focados no social para, a partir disso, resgatarmos o estádio".
Ítalo del Cima
"A gente queria uma arena para 40 mil pessoas, esse é o sonho. Se tivermos uma arena aqui na Zona Oeste, com essa quantidade de moradores, podemos atrair os times grandes para jogar aqui. Esse é o grande sonho do grupo que está aqui, mas precisamos de parceiros, patrocinadores".
Estádio pouco utilizado
"O que o Campo Grande tem que cumprir é o mesmo que os clubes grandes. Temos condições de jogar para 2 ou 3 mil pessoas, mas temo que cumprir uma série de exigências do estatuto do torcedor".
Equipe focada no mesmo objetivo
Escolhido para ser uma das cabeças pensantes do projeto de reestruturação do Campo Grande, o diretor-executivo Luiz Stellet é um dos nomes mais empenhados no retorno do clube à elite do futebol. 
"Dentro desse desafio, temos um slogan que trabalhamos de forma muito efetiva, que é o 'Campo Grande grande de novo', para simbolizar essa reestruturação, a volta do Campo Grande não apenas na questão esportiva, mas também na social", explica Luiz.
Para que esse projeto dê certo, todos nós temos que caminhar para um mesmo objetivo. Precisamos também agradecer às empresas locais, temos diversos parceiros muito relevantes nesse processo, que contribuem como podem. E fazemos de tudo para gerar esse retorno de visibilidade.
"Temos também o programa Sou Mais Campusca, um programa de vantagens -semelhante ao sócio-torcedor - que custa R$ 14,90. Essa união entre os torcedores e moradores, a gestão, as empresas locais é muito importante para que a gente atinja esses objetivos o mais breve possível", conta o dirigente.
Base forte é uma das prioridades
Clube que ajudou a formar Vágner Love e Dadá Maravilha, o Campo Grande tem como prioridade o fortalecimento das categorias de base. No comando desse projeto estão Marco Cerdá, coordenador geral, e Vilson Porto, coordenador técnico, responsáveis pela formação dos futuros craques da região.
"Queremos dar às crianças daqui a mesma estrutura de grandes clubes. A nossa ideia é que elas não tenham que se deslocar para fazer uma boa formação no futebol", disse Marco Cerdá.
Postulantes a promessas do clube não faltam. Prova disso é que a os pedidos de oportunidade têm sido muitos. Por isso, foi montado um sistema de captação em sub-bairros de Campo Grande.
"Temos profissionais captando talentos nos sub-bairros de Campo Grande. Todo o trabalho de categorias de base será no Ítalo del Cima, começando pelo sub-5", conta Cerdá.

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