Dirigentes divergem sobre data de retorno do Campeonato Paraibano

Foto: Divulgação/ FPF
A Federação Paraibana de Futebol (FPF) definiu, na última quinta-feira (18), a data de retorno do Campeonato Paraibano, que será o 18 de julho, com o Clássico Emoção. Entretanto, a decisão não é unanimidade entre os dirigentes paraibanos. Inclusive, alguns alegam que não entrarão em campo se essa data persistir.
Enquanto Atlético de Cajazeiras, Botafogo-PB, Campinense e Treze – que coincidentemente ou não são os clubes que disputam o Campeonato Brasileiro e receberam auxílio financeiro da CBF – são a favor da volta do estadual nesta data, o Nacional de Patos e o Sousa são terminantemente contrários.
Após a reunião, o presidente do Campinense, Paulo Gervany, deu uma declaração afirmando que o encontro tinha sido produtivo e que todos as equipes do Paraibano iriam seguir à risca todos os protocolos médicos.
Tivemos uma importante e produtiva reunião na sede da Federação Paraibana de Futebol, onde debatemos e decidimos questões importantes para a volta do Campeonato Paraibano 2020. Primeiramente, o mais importante é o protocolo médico que todos os clubes irão seguir à risca. O Campinense Clube seguirá todo o protocolo médico de segurança e prevenção ao Covid-19 — disse.
Entretanto, em entrevistas para a Live do VT e ao Podcast Minutos Finais, os mandatários de Nacional de Patos e Sousa deram relatos bem diferentes do afirmado pelo presidente raposeiro.
Para Cleodon Bezerra, dirigente do Naça, o clube alviverde não tem condições, neste momento, de retornar os treinos e menos ainda para os jogos. O time, inclusive, foi o primeiro a dispensar todo o elenco e não tem jogadores para colocar em campo.
Quero deixar claro que o Nacional é terminantemente contra o retorno do Campeonato Paraibano. Não há o que se falar hoje em retorno ao futebol, é até desumano. Está pior do que quando parou, não é uma situação lógica de retorno. Acho que a Federação quer agilizar o retorno para evitar o julgamento no STJD dos casos de perda de pontos e querem prejudicar as equipes menores, dando preferência aos times que disputam o Brasileiro. O Nacional só volta com a liberação dos órgãos de saúde e segurança. Vamos pensar primeiro na vida dos jogadores e dirigentes e familiares. Se não houver liberação, não vamos voltar. Fizemos uma proposta para voltar o Campeonato no final do ano, que já serviria de pré-temporada para o do ano que vem, e que seria a possibilidade de todos receberem o dinheiro do Gol de Placa e do programa atual do governo. A FPF deveria assinar um termo de responsabilização para que, caso algum atleta ou membro de comissão contrair o Covid-19, pagar uma UTI particular em João Pessoa, pois em Patos nem leito de UTI tem — afirmou.
Com um tom um pouco mais apaziguador, Aldeone Abrantes, presidente do Sousa, reiterou a opinião de Cleodon, admitindo que o Dinossauro do Sertão também não tem condições de entrar em campo neste momento. Porém, ele crê que essa pauta ainda deve ser mais debatida e, com isso, adiar o reinício da competição.
Essa pauta não fechou. A pauta não está fechada. Se dissesse: “Aldeone, dê sua opinião sobre a volta do campeonato”. Antes eu diria que tem que jogar, mas hoje, se dependesse de mim, não jogava mais, colocava os outros para jogar, mas respondo pela instituição, não é minha posição. Se eu disser “o Sousa não vai voltar não”, como fica minha reputação na cidade? O único caminho seria não jogar? Tem muito interessado nisso (na volta do Paraibano). Reclamar eu estou reclamando. Acho que a pauta não terminou, tem que se colocar no papel o que é e o que não é, para ver se a gente tem uma situação mínima para ser sparring. O vírus está modificando todas as formas de pensamento. Não podemos analisar como se fossem as condições normais. Eu não queria estar nessa situação. Não posso simplesmente abandonar o campeonato, mas vou resistir até onde eu puder para ficar mais para frente. Vou colocar a situação nas mãos da sociedade. Querem que a gente vá só com juvenil? Vamos conversar para ver se os meninos querem ir, o sub-19, porque não vão jogar de graça. Ou querem um time que possa se classificar, jogar por uma Copa do Brasil? — explicou.
O fato é que os treinos, pelos menos de quatro times, serão retomados no dia 29 de junho. Mas, ainda não se sabe com certeza se a data de 18 de julho, reservada para o duelo entre Botafogo-PB e Campinense, será realmente cumprida.
Com times pró e contra a volta do estadual, a tendência é que a briga nos bastidores ganhe destaque, assim como está acontecendo no Campeonato Carioca, onde a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, ao lado de Flamengo e Vasco, estão em uma quebra de braços com Botafogo e Fluminense, que já garantiram que não entrarão em campo.

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