Causos & Lendas do Nosso Futebol: Você se Lembra de Régis Guru?

Ele nasceu na belíssima cidade de João Pessoa, Paraíba, precisamente no dia dezoito de julho de mil novecentos e cinquenta quatro, sendo batizado pelos seus pais com o nome de Reginaldo Gonzaga da Silva, e logo cedo ficou conhecido para o mundo da bola pelo apelido de “Régis Guru”.
Ainda garoto no bairro de Mandacarú, Régis Guru começou a frequentar aqueles campos de peladas que existiam na década de 60 e que a especulação imobiliária acabou sem o poder público lamentavelmente preservar pelo menos uma pequena parte.
Quando completou apenas catorze anos, em 1968, Régis Guru foi jogar no infantil do Íbis Futebol Clube, agremiação sediada no bairro da Torre, dirigida pelo desportista Dimas Medeiros que revelava bons jogadores ao nosso futebol.
O nosso homenageado jogava no meio de campo, possuía excelente domínio de bola e visão de jogo. Permaneceu no “pássaro preto” da Torrelândia até o ano de 1974, quando teve o seu nome aprovado para integrar o quadro profissional do Santos Futebol Clube, desta capital, que era comandado pelo desportista José Valter “Tereré” Marsicano.
No Santos Futebol Clube, Régis Guru jogou a temporada de 1975 e quando foi em 1976 ele foi contratado para jogar na equipe praieira do Nacional de Cabedelo, que tinha formado um excelente esquadrão para disputar o Campeonato Paraibano, ao lado de Marcos Silva, Santos, Edir e do veterano artilheiro Chico Matemático.
Paralelamente aos gramados, Régis Guru também jogou futebol de salão em várias e tradicionais equipes de nossa capital, começando ainda menino com as cores do alviceleste do Astréa Clube. Integrou a fortíssima equipe do Irineu Jóffily, quando foi bicampeão paraibano da bola pesada. Disputou dois campeonatos brasileiros representando a Paraíba, um em Fortaleza e o outro em Salvador, Bahia. Régis Guru foi funcionário por doze anos do Bradesco, instituição financeira que mantinha excelente equipe salonista e que lhe deu oito títulos de campeão bancário.
Dentre os títulos de campeão no futebol amador, Régis Guru lembra com saudade de ter sido bicampeão paraibano amador, defendendo as cores da tradicional Ponte Preta de Mandacarú, bairro em que residiu por vários anos.
Mas foi no ano de 1977 que a carreira dele chegou ao ápice, quando foi contratado para reforçar o Clube Sociedade Esportiva, CSE, da cidade de Palmeiras dos Índios, Alagoas. O tricolor alagoano conseguiu ser vice-campeão daquele estado e Régis Guru foi escolhido pela crônica especializada para integrar a seleção estadual daquele ano.  O time alagoano também possuía Geraldo Chorão, Marcos Silva, Gerônimo, Reginaldo, Augusto, Zé Tira e Leone, todos jogadores paraibanos.
Infelizmente por problemas de saúde, diagnosticado com artrose, o nosso hábil meio campista precisou abandonar a carreira profissional e retornar para João Pessoa. Aqui de volta ele ainda disputou alguns jogos com a camisa do Santos de Tereré, porém já não era mais o mesmo atleta versátil, dinâmico e pronto para com as suas assistências deixar os atacantes na cara do gol.
Régis Guru foi um dos homenageados no II Encontro de Desportistas Paraibanos, evento  anualmente realizado nesta capital, quando merecidamente foi agraciado com a comenda “Cronista Sérgio Taurino”. Semanalmente ele se encontra com os amigos na pelada do Sub 100 Futebol Recreativo, entidade que reúne ex-jogadores e que possui dezoito anos de existência.
Para nós torcedores, desportistas e cronistas ficou a certeza de que Reginaldo Gonzaga da Silva   o popular “Régis Guru”, escreveu o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano.

Serpa Di Lorenzo
Historiador, Membro da ACEP e APBCE
falserpa@oi.com.br
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