Após bateria de exames, clubes do Rio somam 157 casos positivos; índice de 18,6% dos testados

Talles Magno realiza exame de Covid-19 no Vasco — Foto: GloboEsporte.com
Mais de três semanas depois dos primeiros resultados de testes de coronavírus, realizados pelo Flamengo, a divulgação dos exames pelo Vasco fechou primeiro ciclo de bateria de testes no futebol carioca. Até agora, dez clubes fizeram testagens, num número total de 841 exames - o Madureira realizou 40 exames, mas não divulgou os resultados.
Deste total conhecido, são 157 resultados positivos - a maioria é assintomática e já apresentou anticorpos (está imunizada). Destes positivos, são 44 atletas. O índice neste pequeno universo do futebol do Rio de Janeiro é de 18,6% entre todos os testados.
O Vasco e o Bangu, com 30% e 31%, foram os clubes que tiveram maior percentual de casos positivos. Entre os atletas, é o clube de São Januário o que mais apresentou positivo em testes de coronavírus - foram 19 atletas ao todo, sendo três desses já imunizados. No total, com 75 positivos, o Vasco representa 47,7% entre quase 900 testes no futebol carioca.
É mais do que o triplo de casos do Flamengo, que também fez testes em larga escala (índice de 17% dentro dos testados, com 25% do elenco com contato com o coronavírus) - os dois grandes clubes não fizeram apenas testes rápidos, mas também o RT-PCR, que é uma espécie de cotonete que se coloca no nariz dos atletas, com eficiência maior no resultado do coronavírus.
Além do Flamengo, o Bangu já voltou aos treinamentos - os dois antes de liberação de órgãos públicos. O Madureira e o Boavista iniciaram trabalhos de retomada no fim da semana passada. Nesta segunda-feira, é a vez do Vasco voltar a São Januário para avaliações médicas e físicas. O clube chegou a marcar reapresentação na semana passada, mas voltou atrás e cancelou as atividades.
Hoje, há três tipos de testes mais comuns. O RT-PCR é mais caro, pode custar R$ 250 cada um em lote e tem a maior precisão do quadro clínico. Neste exame, uma espécie de cotonete é colocado dentro do nariz ou da garganta para coleta de mucosa e, depois, este material é examinado em laboratório. Mais dois outros testes sorológicos, um deles a sorologia venosa, com agulha na veia do braço, e a sorologia de teste rápido, com furo na ponta do dedo, com resultado em 10 a 15 minutos.
No Rio de Janeiro, a Ferj comprou 700 testes deste tipo. Fez nas últimas semanas testes em quase todos os pequenos. Estava prevista a realização de testes no Resende, mas, com elenco e comissão técnica desmanchados, foi cancelado. No sindicato de atletas de futebol do Rio de Janeiro (SAFERJ), dos 20 testados, o que incluiu o RT-PCR, 12 contraíram coronavírus. Inclusive o presidente do sindicato Alfredo Sampaio.
No America, dos 40 testes, cinco dos resultados positivos já estavam imunes (três atletas e dois funcionários) e outros dois positivos foram colocados em quarentena imediatamente. O Madureira informou que não os resultados para "respeitar a privacidade de todos e para evitar interpretações equivocadas sobre os exames". De acordo com o clube, todos os atletas e funcionários testados estão aptos para retornarem aos treinamentos.
Botafogo e Fluminense seguem contra a retomada de treinos e não participam dos esforços pelo retorno do futebol carioca. Em reuniões recentes, os dirigentes estipularam 14 de junho como a data para a volta dos jogos, mas o Tricolor, por exemplo, só voltaria a treinar no campo quatro dias antes.

Por Raphael Zarko 
Globoesporte.com
Rio de Janeiro

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