CBF não inclui times da Série C em transmissões internacionais

Foto: Correio da Paraíba

Acabou nesta sexta-feira (17) a animação dos dirigentes de clubes da Série C com a possibilidade de aumentar suas receitas com os direitos internacionais de transmissão do Campeonato Brasileiro e os direitos internacionais para streaming for betting.
Em 2020 a Paraíba, mais uma vez, será representada na terceira divisão nacional por Botafogo-PB e Treze.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Comissão Nacional de Clubes (CNC), órgão estatutário da entidade com atuação independente, informaram, em reunião por videoconferência com a presença de 31 clubes, que foi concluída a primeira fase do processo de seleção das empresas.
Só que, pelo menos no comunicado divulgado pela CBF, os times que disputam a Terceirona não foram citados no acordo.
A entidade máxima do futebol nacional anunciou que a decisão foi tomada com o voto exclusivo dos clubes “após minucioso trabalho coordenado e apresentado por um grupo técnico formado por dirigentes dos times”.
O processo de seleção foi iniciado há mais de 10 meses e, segundo a CBF, houve união com os clubes para definições estratégicas em relação à projeção do Campeonato Brasileiro no exterior.
A proposta na mesa – em dólares, é de um pouco menos de US$ 40 milhões (cerca de R$ 209 milhões) fixos pelo tempo total de acordo (até 2023).
A maior parcela (75%) deste montante ficaria para os clubes da Série A, restando uma parte (20%) para as equipes que disputam a Série B e uma “naigadinha” de 5% para as agremiações da Série C. Agora nem isso.
A Confederação sustenta o discurso de que abriu mão de qualquer participação econômica no contrato em favor dos clubes.
Antes da definição foram avaliados os modelos de negócio, de cada uma das empresas interessadas, em relação às formas de distribuição do produto, experiência em projetos desta natureza, sistema de remuneração dos clubes e capacidade de inovação na área tecnológica.
Baseados nestes aspectos, os clubes optaram, nessa primeira fase, pela proposta das empresas Global Sports Rights Management (GSRM) para direitos internacionais para TV aberta, TV fechada, Pay Per View, internet e OTT/streaming; e pela proposta conjunta das empresas Zeus Sports Marketing e Stats Perform para direitos internacionais para streaming for betting.
A partir de agora o processo entra em sua segunda fase, quando as empresas selecionadas passarão por validação do escopo de trabalho, atendimento às normas de governança e conformidade, apresentação das garantias financeiras e formalização dos instrumentos contratuais.
Até que esta fase esteja rigorosamente cumprida, os clubes e a CBF não consideram o processo concluído.
A intenção dos clubes é celebrar contratos com duração de quatro anos (2020, 2021, 2022 e 2023) e tendo como meta principal a ampliação da visibilidade do Campeonato Brasileiro no exterior, além do retorno financeiro aos clubes envolvidos.
Os modelos de negócio selecionados contemplarão pagamento de garantia mínima e, em relação aos direitos internacionais de transmissão, divisão de receita por performance de vendas.
Estão previstos ainda investimentos nas áreas de branding, identidade visual, ações de ativação no mercado global e combate à pirataria. Além disso, garantem aos clubes uma gestão compartilhada das estratégias mercadológicas e controle, por meio de auditoria, dos resultados obtidos.

Equipe @Vozdatorcida
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