Em alta no comando do Ji-Paraná, treinador paraibano Bruno Monteiro se sensibiliza com caos no país e "esquece" o futebol

Treinador tem se resguardado neste período de pandemia do coronavírus — Foto: Divulgação / Ji-Paraná

A ascensão do Ji-Paraná dentro de campo não importa no momento. O treinador Bruno Monteiro tem buscado mesmo é se resguardar da pandemia do novo coronavírus. Cumprindo o período de quarentena à risca, o comandante do Galo da BR aguarda as decisões da Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER) acerca do prosseguimento do estadual, evita estipular um possível retorno das atividades do futebol e admite que o fato de o primeiro caso da Covid-9 no estado ter sido confirmado na Cidade Coração de Rondônia assombrou o seu elenco.
A cidade de Ji-Paraná é a segunda mais populosa de Rondônia e foi lá que, na última quinta-feira, a primeira pessoa no estado testou positivo para o novo coronavírus. A pessoa contaminada, inclusive, é paulista, estava a trabalho e nem se encontra mais na cidade. No entanto, em meio às tantas informações de alastramento do vírus em todo o mundo, o medo tomou conta também dos jogadores comandados por Bruno Monteiro, que é natural da Paraíba.
- O primeiro caso registrado no estado foi aqui em Ji-Paraná. Um cidadão de São Paulo pousou aqui. Foi pedido que fizesse um exame nele. Esse exame foi feito e no outro dia ele já foi, em voo fretado, para São Paulo, ali, entre o dia 13 e 14 deste mês. E há uns três dias nós tivemos conhecimento que esse exame deu positivo. Isso assombrou um pouco o nosso grupo de atletas. Mas, até então, não foram confirmadas transmissões comunitárias em Ji-Paraná. A realidade é que está todo mundo preocupado por aqui - disse.
Apesar da precaução, os casos em Rondônia são, por ora, menos extensivos do que em outros estados do Brasil. Até as 18h desse domingo o estado tinha 163 casos suspeitos em todo o seu território e três confirmações. Na Paraíba, por exemplo, de onde Bruno Monteiro é natural, já são 269 notificações registradas e dois casos confirmados.
Dentro das quatros linhas, o Ji-Paraná vinha de duas boas vitórias após a estreia do treinador, que, antes, já havia comandado o Genus na mesma competição, até ser contratado pelo Galo da BR. Apesar da boa fase, refletida na vice-liderança do Grupo B, com 13 pontos - um a menos que o líder Vilhenense -, o técnico, que tem usado do seu tempo livre para os estudos da profissão, olha com cuidado para a situação enfrentada em todo o país, pede disciplina da população e espera que não haja precipitação quanto ao retorno do calendário do futebol.
- Devido a alguns casos confirmados em Rondônia, penso que a competição será complementada mais à frente. Eu li algumas entrevistas da Michelle Ramalho (presidente da federação paraibana), em que ela falava da continuidade dos estaduais e, posteriormente, o início das competições de nível nacional. Temos que esperar. Mas penso também que são muitas especulações (sobre retorno do futebol). Depende muito da população e do desencadear da forma como tem se alastrado o vírus. Enquanto não voltar a normalidade, qualquer prognóstico será também de forma precipitada - explicou.
O Campeonato Rondoniense está parado previamente até o dia 30 de março. Uma reavaliação de todo o cenário da pandemia será feito para, então, haver uma definição acerca da continuidade ou não da competição. O Guaporé, por exemplo, que é o lanterna do Grupo B, já dispensou todos os seus atletas e anunciou que não vai prosseguir na disputa. O Ji-Paraná, por sua vez, tem dado todo suporte aos seus atletas, que ainda não foram liberados, estão resguardados e aguardam a definição da FFER.

*Estagiário sob a supervisão de Cadu Vieira
Globoesporte.com
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