Reta final do Paraibano 2020 deve ser definida nos tribunais

Foto: Divulgação/TJDF-PB
O Campeonato Paraibano 2020 está se encaminhando para sua reta final e uma certeza já se pode ter: inevitavelmente o famoso “tapetão” vai decidir muitos dos rumos desta edição do certame.
Até esta sexta-feira (28), seis clubes estão envolvidos em notícias de infração que envolvem supostas irregularidades de atletas no estadual em curso: Sport Lagoa Seca acusa Atlético de Cajazeiras; Nacional de Patos acusa Sousa; São Paulo Crystal acusa o CSP.
De acordo com a Rádio CBN de Campina Grande, o Departamento Jurídico do Treze também se movimenta para engrossar o pleito do Carneiro lagoa-sequense contra o Trovão Azul (entenda caso a caso mais abaixo).
Tudo parece um reflexo, ainda, dos desdobramentos da Operação Cartola, que em 2018 investigou esquemas de manipulação de resultados no futebol paraibano, o que provocou punições e afastamentos de dirigentes de clubes e até membros da Justiça Desportiva estadual (TJD-PB).
E é justamente a interdição do TJD-PB, no final de 2018, que está sendo considerada por alguns dirigentes a semente dos problemas de irregularidade de vários jogadores que estão inscritos no Paraibano 2020.
Acontece que, como a Justiça Desportiva estadual estava sob intervenção do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), todos os julgamentos referentes ao estadual de 2019 aconteceram no Rio de Janeiro, onde se localiza a sede do órgão nacional.
Ao que parece, a mudança provocou desencontros de informações e falhas na comunicação entre FPF, TJD-PB e clubes, até porque o estadual de 2019 foi encerrado em abril e a atual edição, como de praxe, só começou em janeiro desse ano.
O lapso temporal e os ruídos nessa comunicação entre clubes, Justiça Desportiva e FPF podem ter atrapalhado os dirigentes no período de conferência de penas a cumprir e regularizações dos jogadores.
Nos bastidores, sem manifestações oficiais, alguns dirigentes de clubes que teriam cometido irregularidades apresentam como defesa um documento chamado IPP (Informativo de Penalidades Pendentes). Nele, a CBF apresenta a condição de cada atleta em relação à penas impostas pelo STJD.
No entanto, no próprio IPP, a entidade que rege o futebol nacional alerta para o artigo 49 do Regulamento Geral das Competições, que diz o seguinte: “É responsabilidade única e exclusiva de cada clube disputante da competição o controle e cumprimento de penalidades decorrentes da aplicação de cartões amarelos e/ou vermelhos, bem como de sanções aplicadas pela Justiça Desportiva e CNRD”.
Conheça caso a caso
O primeiro dos casos denunciados foi o do atacante Jó Boy, do Sousa, que no ano passado disputou a segunda divisão do Paraibano pelo São Paulo Crystal, sendo punido com um jogo de suspensão pelo tribunal desportivo local, após ser expulso na partida de volta da final da divisão de acesso.
Por esse motivo, o Nacional de Patos pede a perda de seis pontos do Sousa, por supostamente ter escalado o jogador de forma irregular.
Em seguida, o São Paulo Crystal pediu a perda de nove pontos do CSP, que teria utilizado o atacante Negueba também de forma irregular.
O atleta, que hoje defende o Tigre, disputou o estadual da segunda divisão pela Queimadense e foi expulso no jogo de volta da semifinal da competição. Negueba foi julgado e punido com um jogo de suspensão e estaria sendo utilizado de forma irregular.
Além desses casos, o Sport Lagoa Seca protocolou notícia de infração referente ao zagueiro Egon, do Atlético de Cajazeiras. Na interpretação dos lagoa-sequenses,  o defensor também vem sendo escalado de forma irregular pelo Trovão, pois foi punido ano passado com dois jogos de suspensão pela Justiça Desportiva.
O Carneiro pede a perda de 28 pontos do Atlético-PB, sendo três pontos por utilização em cada uma das cinco partidas em que o zagueiro disputou, mais os pontos ganhos por jogo.
Nesta sexta-feira (28), segundo a Rádio CBN de Campina Grande, o Treze também deverá engrossar o pleito do Sport Lagoa Seca contra o Trovão Azul do Sertão.
Outro caso que pode se tornar denúncia nos próximos dias é o do goleiro Pantera, hoje no Campinense. Ano passado, quando defendia a Perilima, ele foi expulso após o apito final da partida contra o Serrano, realizada no estádio Presidente Vargas, em Campina Grande.
No julgamento do STJD, o arqueiro foi punido com dois jogos de suspensão, os quais deveria ter cumprido no Paraibano 2020, quando retornou ao Campinense.
Contudo, Pantera esteve no banco de reservas da Raposa nas duas primeiras rodadas da atual edição do estadual, configurando uma irregularidade que pode complicar o Rubro-Negro em caso de denúncia.

Martir Esportes
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