Opinião: não há necessidade para se realizar uma 3ª divisão do Campeonato Paraibano

Foto: Phillipy Costa/CBN
O CT Ivan Thomaz, no bairro Valentina Figueiredo, em João Pessoa, era o palco da abertura do Campeonato Paraibano da 2ª divisão, algum tempo atrás. Eu estava junto com um grupo de outros jornalistas e o delegado da partida, então membro da Federação Paraibana de Futebol (FPF). Antes de a partida ter início, ainda durante a prosa, um repórter questionou o dirigente sobre a possibilidade de a entidade lançar uma 3ª divisão do estadual. A resposta foi direta e sem ilusões: "O futebol paraibano não tem condições de ter nem uma segunda divisão, imagine uma terceira".
Anos depois, sob nova administração, a Federação confirma aquilo que parecia inimaginável: o estadual vai mesmo contar com uma Terceirona. No entanto, naquela determinada edição, a Segundona foi até tranquila, sem tantos problemas, um cenário um pouco diferente do da edição deste ano, marcada por falta de policiamento e equipe médica, uma série de atrasos, além do amadorismo que beirou o absurdo em boa parte dos clubes que disputaram a competição que dá acesso à divisão de elite do futebol da Paraíba. É por essas e outras que afirmo: não existe possibilidade alguma de a FPF conseguir realizar uma 3ª divisão do Campeonato Paraibano sem os problemas atuais ou até piores que os da a 2ª divisão de 2019.
Ao longo da primeira fase, teve jogo cancelado por falta da equipe de segurança ou da de saúde, também teve o momento vexatório protagonizado pelo Miramar, que promoveu um cai-cai de jogadores, o que, por muito pouco, não prejudicou o São Paulo Crystal, uma das únicas equipes com condições reais de disputar uma competição profissional. O Tribunal tratou de fazer justiça e confirmar o que penso nesse caso.
Também teve time chegando ao estádio faltando poucos minutos para a bola rolar. Os jogadores nem sequer conseguiram fazer o aquecimento. No entanto, nada superou o que os atletas do Sabugy relataram para a nossa reportagem ao longo da disputa na 2ª divisão. Falta de comida, salários e promessas não cumpridas por parte de um dirigente. Até mesmo o experiente atacante uruguaio Beto Acosta, trazido como principal reforço do clube, foi embora desiludido diante do compromisso não respeitado pelo gestor e de apenas um jogo realizado com a camisa do Gavião.
Dos 13 clubes que entraram na disputa da 2ª divisão, eu penso que pouquíssimos estão prontos para ser levados a sério. Afinal, os dirigentes seguem pecando no registro de jogadores, mesmo com a competição definida dois meses antes. Essa situação chegou ao ápice logo na segunda rodada, quando o Spartax mandou apenas cinco atletas a campo para enfrentar a Desportiva Guarabira. Foi WO na certa.

Por Cisco Nobre 
Globoesporte.com/João Pessoa
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