Central do Apito: PC Oliveira vê erro de direito e sugere que jogo na Paraíba pode ser anulado

Sport-PB e São Paulo Crystal se enfrentaram nessa quarta-feira, mas foi o árbitro Tiago Ramos (centro) quem roubou a cena — Foto: Raniery Soares / FPF-PB
"Erro de direito". Essa foi a definição utilizada pelo comentarista de arbitragem do Grupo Globo, Paulo César de Oliveira, ao analisar o lance polêmico protagonizado pelo árbitro do quadro da CBF, Tiago Ramos, na partida de ida da final da 2ª divisão do Campeonato Paraibano. Na ocasião, o São Paulo Crystal, que vencia o Sport Lagoa Seca por 2 a 0 fora de casa, poderia ter ampliado o placar ao marcar o terceiro gol numa cobrança de pênalti. Porém, após identificar a invasão de área dos jogadores do time que fez a cobrança, o juiz assinalou infração e marcou tiro livre indireto para o adversário, em vez de seguir com a regra e mandar a cobrança ser refeita. O duelo terminou empatado em 2 a 2. De acordo com PC, a falha pode resultar em até a anulação do confronto realizado nessa quarta-feira, em Campina Grande.
A final da 2ª divisão do Campeonato Paraibano começou a ser disputada nessa quarta-feira. O time da casa era o Sport Lagoa Seca, que recebia o São Paulo Crystal, de Cruz do Espírito Santo, no Estádio Amigão, em Campina Grande. O time visitante vencia por 2 a 0 quando, aos oito minutos do segundo tempo, teve uma penalidade assinalada em seu favor pelo árbitro Tiago Ramos. O atacante Biro Biro foi para a cobrança e converteu. No entanto, um companheiro seu invadiu a área antes da cobrança. O juiz constatou a infração, mas, em vez de determinar a repetição da cobrança, como manda a regra, assinalou um tiro livre indireto para o adversário. A situação bizarra mudou os rumos do confronto, já que a equipe visitante poderia ter aberto 3 a 0, mas, em vez disso, o time da casa conseguiu empatar o confronto, que terminou 2 a 2.
Para Paulo César de Oliveira, o lance em questão é uma falha grave do árbitro Tiago Ramos. Segundo ele, o episódio pode, inclusive, deixar o campo e ganhar capítulos no tribunal.
– De acordo com a regra, quando ocorre uma invasão de um jogador atacante no momento da cobrança de um pênalti, o árbitro deve determinar a repetição da cobrança. Ele só deve marcar tiro livre indireto se a bola não entrar no gol. Portanto, nesse caso em questão, o correto seria voltar a cobrança do pênalti. Esse jogo vai ser avaliado, provavelmente, pela Justiça Desportiva, que pode, inclusive, determinar a repetição desse jogo, porque houve um erro de direito por parte do árbitro – disse PC Oliveira.
A regra, nesse caso, é a de número 14. Ela explica que, nessa situação, o árbitro deve mandar repetir a cobrança. Para ficar mais claro, o árbitro só pode marcar um tiro livre indireto se a bola realmente não entrar no gol, o que não aconteceu na penalidade cobrada por Biro Biro.
Se um jogador do time do batedor entrar na área ao ser anotado o gol, deve ser repetida cobrança.
Se um jogador do time do batedor entrar e não for gol, o juiz deve marcar tiro livre indireto de dois lances no local da invasão.
Se jogadores do time adversário entrarem na área na hora do gol, a batida será validada.
Se jogadores do time adversário entrarem na área e o gol for perdido, deve ser repetida a cobrança.
Se jogadores de ambos os times invadem, saindo ou não o gol, deve ser repetida a batida do pênalti

Após o pênalti anulado, o São Paulo Crystal acabou cedendo o empate para o Sport-PB. E, com 2 a 2 no placar, as duas equipes voltam a se enfrentar neste sábado, agora em Cruz do Espírito Santo, às 16h, pelo confronto de volta da decisão. No entanto, nesta quinta-feira, a Federação Paraibana de Futebol (FPF) promete se pronunciar sobre a questão, apesar de já ter confirmado o equívoco do árbitro, que é uma das apostas da entidade.

Por Cisco Nobre e Expedito Madruga 
Globoesporte.com/João Pessoa
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