Jovem treinador paraibano é contratado para assumir clube do futebol alemão

Bruno Monteiro conquistou recentemente a Copa Paulista pelo Corinthians Prudente — Foto: Arquivo Pessoal
O treinador Bruno Monteiro é paraibano, tem 27 anos, e, rapidamente, foi contemplado à uma sonhada oportunidade profissional: comandar um clube europeu. O futebol alemão é o destino que o espera, ainda pouco conhecido no futebol nacional, para acrescentar uma experiencia e tanto à sua bagagem no futebol, que, ainda com muito caminho à percorrer, já soma alguns feitos positivos. Por lá, vai dirigir o TuS Rüssingen, da 6ª divisão do Campeonato Alemão, que disputa a Verbandsliga.
Mesmo ainda de férias com a família, em João Pessoa, Bruno Monteiro teve papel fundamental na montagem do elenco que vai dirigir na Alemanha, a partir do próximo dia 5. É que, nos grandes centros do futebol europeu, os treinadores atuam também na função de manager, ou seja, com total autonomia para elaborar e adaptar o plantel às suas preferencias.
- Independente do contexto e da cultura, sempre temos algo a aprender. Pelo que pude conhecer, é uma competição que o treinador tem que estar realmente preparado, por ter níveis táticos muito apurados - explicou o treinador.
Na última temporada, o seu novo clube contou com 10 jogadores brasileiros no grupo. O jovem treinador assistiu à videos repassados das disputas em que o TuS Rüssingen esteve presente em 2018, avaliou os melhores encaixes para a jornada que está por vir e viaja no dia 3 de julho para dar início às atividades na Alemanha. O convite surgiu de um outro brasileiro, atuante no clube, que indicou o treinador aos dirigentes. Com a diretoria sedenta de ideias e peças brasileiras, Bruno Monteiro foi contratado para assumir o comando técnico da equipe.
- Fui indicado através de um brasileiro que faz parte do clube. O presidente tinha o desejo que, na próxima temporada, aumentasse o número de brasileiros (incluindo a necessidade de um treinador). E aí surgiu essa oportunidade. Deram total autonomia para que eu pudesse montar o grupo. Todo planejamento foi feito de forma criteriosa. Foi encaminhado e totalmente aprovado pelo clube. Temos o elenco praticamente fechado para a próxima temporada - contou.
TRAJETÓRIA NO FUTEBOL
A primeira oportunidade à beira do gramado aconteceu em 2015, quando foi convidado para comandar o Femar, na 2ª divisão do Campeonato Paraibano. A passagem pelas divisões de base do Spartax e do Botafogo-PB, em 2016, foram os últimos trabalhos de Bruno Monteiro em solo paraibano. Pelo Belo, inclusive, foi o auxiliar técnico no título do Paraibano Sub-19, que rendeu uma vaga ao clube na Copa São Paulo do ano seguinte.
- Apesar de jovem, tenho uma bagagem extensa no futebol. Anteriormente como atleta, posteriormente como treinador, desde as escolinhas (desde o sub-3 passando por todas as outras categorias posteriores) ao futebol profissional. Todas experiências propiciaram um pico maturacional muito importante na minha carreira - disse.
De 2017 em diante, o treinador alternou boas passagens pelo futebol acreano e paulista. A última temporada, aliás, é a que Bruno Monteiro guarda as melhores recordações neste seu percurso promissor no mundo do futebol. No primeiro semestre, pelo Humaitá, do Acre, conseguiu fazer uma campanha histórica, levando o time, pela primeira vez, à uma semifinal de turno no Campeonato Acreano, sendo eliminado nos pênaltis para o tradicional Rio Branco-AC, que se sagrou campeão estadual nessa mesma edição.
Com a desistência do Estrelão para a disputa da Copa Verde em 2019, e a não aceitação do Plácido de Castro para assumir a vaga, o Tourão de Porto Acre, quinto colocado no estadual do ano passado, assumiu o espaço deixado para participar da competição que envolve times do Norte, Sudeste e Centro-Oeste.
O segundo semestre continuou positivo e coroou a temporada vencedora do técnico. Pelo Corinthians de Prudente, da cidade de Presidente Prudente-SP, foi campeão da Taça Paulista com uma campanha impecável e quase invencível. Isso porque, em 12 jogos, conseguiu 10 vitórias, empatando e perdendo em apenas uma oportunidade. O aproveitamento de 86% rendeu o primeiro título no futebol profissional ao jovem treinador, que, à beira do gramado, regeu um time com a média de idade de 23 anos.

Por Vitor Oliveira
Globoesporte.com/João Pessoa
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