Coluna de Eduardo Araújo: Diretor Executivo

Um dos mais recentes cargos criados na estrutura do futebol nacional é o de Diretor Executivo, ou simplesmente Executivo de Futebol. Por isso, o exercício da função ainda gera dúvidas acerca da formação, atividades, remuneração, etc.
O cargo já foi criado e ocupado pela totalidade dos clubes de Série A, crescendo a cada dia, apesar da falta de regulamentação. Em razão da inexistência de lei específica tratando dos direitos e deveres destes profissionais, iniciou-se em setembro passado um movimento visando à sua regulamentação, tendo como carro chefe a Associação Brasileira de Executivos de Futebol.
Tive a honra de ter sido o primeiro a exercer o cargo na Federação Paraibana de Futebol e atualmente a ocupo no São Paulo Crystal. Mas o que faz um Executivo de Futebol?
Como um diretor geral, mais conhecido na estrutura organizacional de multinacionais e empresas de grande porte sob a sigla CEO (chief executive officer), o cargo está no topo da hierarquia operacional, tendo como função primordial executar as estratégias desenvolvidas no planejamento, bem como as diretrizes determinadas pelo topo da cadeia (Conselho de Administração, Presidente, Sócio Administrador, etc).
No Brasil, em razão da estrutura societária dos clubes ser majoritariamente composta por associações sem fins lucrativos, a função tornou-se essencial. É que normalmente o Presidente é um torcedor e sócio, buscando assim evitar que ações passionais prejudiquem o planejamento.
Em regra tem-se a noção do cargo como um mero contratante de atletas. Ledo engano. O Executivo tem quatro funções gerenciais primordiais: planejamento, organização, liderança e controle.
Neste sentido, com a produção do planejamento estratégico e a definição dos objetivos a serem alcançados, o CEO tomará decisões com o intuito de angariar recursos, alocá-los e dirigir a atividade de toda a estrutura operacional para que sejam atingidas, dentro dos prazos e condições estabelecidas, as metas.
Assim, os profissionais da área normalmente são formados em Direito, Economia ou Administração, existindo também outras graduações, tais como Educação Física no caso dos clubes de futebol. Entretanto, independente da base de formação, é essencial o desenvolvimento de estudos e cursos para a conjugação da habilidade técnica específica a outras, tais como a humana (gerenciamento de pessoas), de avaliação (realização de diagnósticos) e de resolução (desenvolvimento de soluções e execução de tarefas).
No longo prazo, é inevitável que a totalidade das equipes brasileiras tenham em sua estrutura organizacional alguma pessoa encarregada do exercício destas funções, ainda que o próprio Presidente. Contudo, recomenda-se a contratação de profissional remunerado e especializado, evitando que o “achismo” e atos por pura paixão desaguem em um poço sem fundo de má gestão e descontrole da organização.

Eduardo Araújo
Advogado
eduardomarceloaraujo@hotmail.com
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