Coluna de Eduardo Araújo: Premiações

Nas consultas formais de empresários, investidores e presidentes de clubes, além, obviamente, dos papos de boleiro nos bares, uma pergunta sempre surge: como obter receitas no mundo do futebol?
São inúmeras as possibilidades de receitas provenientes do futebol, algumas pouco exploradas pela maioria das equipes, tais como a venda de atletas, bilheterias, contribuições de sócios, aplicações financeiras, direitos de transmissão televisiva, franquias, licenciamento da marca, patrocínio, royalties, aluguel de espaços de propriedade do clube para empreendimentos (lanchonetes, lojas, etc), premiações, além de várias outras possíveis a partir da criatividade e de um departamento de marketing e comercial de pujança.
De certo, para equipes de menor escalão, as receitas se resumem a venda de atletas, bilheterias, patrocínio e as premiações pelas conquistas, cerne desta coluna.
Na Paraíba, temos o Gol de Placa, um misto de patrocínio e premiação, afinal o volume da cota de cada clube é fruto da posição na temporada anterior, sendo a principal fonte de receita para nossas equipes. A partir de 2019 o programa irá fornecer aos clubes aproximadamente R$ 4,1 milhões, divididos em cotas iniciais em torno de R$ 200 mil até a maior, para o campeão do ano passado, Botafogo, o qual receberá por volta de R$ 1,2 milhão.
Outrossim, nacionalmente e também para os nossos representantes paraibanos, temos a Copa do Brasil como maior divisor de receitas, pagando as maiores premiações e contemplando clubes do Caburaí (RO) ao Chuí (RS).
Apenas a título ilustrativo, o Ferroviário (CE) ao chegar na quarta fase da competição em 2018 embolsou R$ 4,3 milhões, auxiliando sobremaneira o desenvolvimento do clube, frutificando a conquista da Série D e, consequentemente o acesso à Série C 2019.
Este ano, Aparecidense (GO) e Mixto (MT) ao eliminarem na primeira fase, respectivamente, Ponte Preta (SP) e CSA (AL), garantiram uma receita de R$ 1,15 milhão, podendo chegar R$ 2,6 milhão em caso de sucesso também na segunda fase.
Assim, de certo, no jogo de probabilidades do futebol, o retorno do investimento pode ser analisado sob o viés das premiações pelas conquistas, trazendo, indiretamente, ampliação das outras receitas, primordialmente, bilheteria, patrocínio e venda de atletas.
Entretanto, a majoração das receitas e a solidez do retorno de investimento só são possíveis a partir da profissionalização dos departamentos dos clubes, essencialmente a Diretoria Executiva e a Comercial.
Em conjunto com as outras diretorias/gerências, a realização de um planejamento estratégico de longo prazo, analisando as possibilidades de retorno financeiro em confronto com a necessidade de investimento inicial, desaguará em um ciclo virtuoso, atendendo ao anseio de empresários, investidores, atletas e do próprio clube.

Eduardo Araújo
Advogado
eduardomarceloaraujo@hotmail.com
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