Sem a presença de Treze, Botafogo e Campinense, Conselho Fiscal e clubes se reúnem e querem destituir Nosman da FPF

O presidente do Conselho Fiscal da Federação Paraibana (FPF), Marcílio Braz, e representantes de clubes, dentre eles, profissionais e amadores, estiveram reunidos em Campina Grande nesta quarta-feira e assinaram um manifesto para a convocação de uma Assembleia Geral - instância maior de poder na FPF - com o intuito de discutir e deliberar a destituição ou não do atual presidente da entidade, Nosman Barreiro. A ata, assinada por mais de 20 clubes, também define que as eleições na entidade sejam antecipadas e que uma Junta Governativa comande a entidade até o próximo pleito.
Dos clubes da primeira divisão do Campeonato Paraibano estiveram presentes no encontro realizado numa Escola Estadual da cidade, Josivaldo Alves, dirigente e homem forte do departamento futebol do CSP, e Watteau Rodrigues, presidente do Auto Esporte. O manifesto, por enquanto, não teve apoio formal de Botafogo-PB, Campinense e Treze.
- É extremamente importante neste momento, que há a conclusão da Operação Cartola, que tenha, conforme os clubes já haviam requerido, a antecipação das eleições. Não podemos continuar com essa situação. Temos que eleger um presidente que tenha legitimidade e apoio dos clubes para começar uma nova etapa, uma reconstrução da Federação - disse o mandatário automobilista.
De acordo com os clubes, Nosman Barreiro negou um pedido formulado por eles de antecipação das eleições. O presidente interino, aliás, já revelou que vai terminar o mandato normalmente, no dia 31 de dezembro, e que o pleito da entidade não vai ser antecipado.
Os participantes da reunião desta quarta-feira também alegam em ata que o dirigente quer passar por cima do Conselho Técnico - outra instância de poder da FPF - capitaneado pelo interventor da CBF Flávio Boson, que definiu que a segunda divisão do Paraibano teria 12 clubes. Em entrevista, Nosman revelou que pretende colocar o Paraíba de Cajazeiras e o Cruzeiro de Itaporanga na competição, elevando para 14 o número de equipes no torneio.
No estatuto da FPF está disposto que apenas o presidente da entidade pode convocar a Assembleia Geral. Os clubes, no entanto, se apegam juridicamente ao Código Civil, que diz que 1/5 dos filiados de uma associação podem promover a convocação da instância máxima de poder da entidade.

GE
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