Nosman se reúne com Rosilene e clubes amadores em busca de apoio político


As eleições para a presidência da Federação Paraibana de Futebol (FPF) já começaram. Pelo menos nos bastidores. Em busca de apoio político para poder registrar a sua chapa no pleito que foi marcado para daqui a 30 dias, o atual presidente da FPF, Nosman Barreiro, se reuniu nesse sábado na sede social de um clube de João Pessoa com dirigentes de equipes amadoras. O encontro contou com a presença de Rosilene Gomes, dirigente que esteve à frente da entidade por 25 anos e foi afastada do cargo em 2014 pela Justiça.
A reunião, que aconteceu na Ponte Preta do bairro de Mandacaru, na Capital, teve um tom festivo, com direito a feijoada para os presentes e até atração musical. Nosman admitiu o encontro e encarou a agenda como uma natural articulação política para poder divulgar seu intuito de se candidatar nas eleições da entidade. O dirigente mostrou otimismo em relação ao pleito e diz ter o apoio de 20 clubes.
- Foi uma reunião com os clubes amadores. Estamos querendo mostrar a eles que estamos juntos. Vários clubes estão nos apoiando eu acredito que a eleição terá chapa única, que é a nossa - comentou Nosman.
O curioso é que a presidenta do clube que sediou o encontro, Gerlane Lucas, registrou uma ocorrência policial contra Nosman Barreiro, no episódio em que cinco agremiações denunciaram que o dirigente havia falsificado assinatura dos representantes legais dessas instituições em um requerimento enviado à Presidência da FPF para que Amadeu Rodrigues prestasse contas da entidade.
Outro fato que chama atenção é a presença de Rosilene Gomes, que já revelou anteriormente que não tinha mais intenção de se envolver com o futebol por ordem médica, pouco tempo depois do seu afastamento forçado da entidade.
Em depoimento dado em maio deste ano à Polícia Civil, no tocante às investigações da Operação Cartola - que investigou um esquema de manipulação de resultados no futebol paraibano -, a ex-dirigente revelou que não influenciava mais em nada no futebol paraibano e que não pretendia mais adentrar ao meio futebolístico. Uma gravação interceptada pela polícia, no entanto, datada do dia 14 de fevereiro de 2018, mostrou que a dirigente tramava com José Renato, ex-presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol da Paraíba (Ceaf-PB), a sua volta para a FPF ou a eleição de um dos seus dois filhos.
Um deles, aliás, deve compor chapa com Nosman. Além do cargo maior da entidade, nas eleições de setembro vão ser eleitos três vice-presidentes e membros do Conselho Fiscal. Segundo Nosman, um dos vices deve ser Dorgival Pereira, supervisor de futebol do Campinense, e outro deve ser Tyrone Gomes, filho de Rosilene. Uma vaga ainda está em aberto.
De acordo com o dirigente, a ideia é que a chapa tenha representantes das principais regiões do estado no futebol. O atual presidente da FPF ainda disse que acredita que não vá ter oposição no pleito eleitoral de setembro.
- Estamos fechando a chapa, mas queremos nomes de João Pessoa, de Campina Grande e do Sertão, para contemplar todas as regiões. Nós temos 20 clubes nos apoiando e eles (oposição) só tem uns seis - avaliou.
Para inscrever sua chapa, Nosman Barreiro vai precisar da assinatura de 16 clubes, sendo de 8 profissionais e de mais 8 amadores ou ligas de futebol, de acordo com o estatuto da FPF. O registro tem que ser feito até 10 dias antes do pleito, marcado para o dia 1º de setembro.

GE
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