Acusado diz que não esfaqueou Warley e cita calote em programa; vítima nega

Foto: Reprodução/WhatsApp
O homem preso acusado de esfaquear o ex-jogador Warley, na última sexta-feira (26), em João Pessoa (PB), negou que tenha sido o autor da agressão à vítima e disse que Warley acabou provocando, acidentalmente, o ferimento nele mesmo. Ele ainda acusou o ex-atacante de não ter pago um programa sexual que teria feito com ele na noite do crime.
O travesti identificado como Victor Coelho da Silva foi conduzido à delegacia no período da tarde e admitiu aos policiais que estava com o celular da vítima. Após ter sido ouvido pela Polícia Civil, ele foi preso e autuado em flagrante pelos crimes de tentativa de latrocínio e agressão. Ouvido pelo delegado, Warley disse que foi vítima de roubo e alegou ter sido esfaqueado pelo suspeito.
O acusado, que trabalha usando o codinome de Victoria, faz programas na Praia de Manaíra e diz ter sido contratado pelo ex-atacante para um ‘serviço’. Victor reconhece que fez parte da briga que resultou nos ferimentos do hoje dirigente do Botafogo-PB, mas alega não ter sido o responsável pelos golpes que feriram a vítima.
Na versão de Victor, o desentendimento teve início porque Warley não quis pagar pelo programa combinado entre os dois. Ele conta que foi abordado pelo ex-jogador na Av. General Edson Ramalho, localizada a apenas um quarteirão da da Praia de Manaíra. “Como foi a abordagem? ‘Quanto é?’. Eu disse meu preço. ‘Entra’. Entrei. Durante a noite eu sou uma pessoa totalmente diferente do que eu sou de dia”, declarou Victor em entrevista à TV Arapuan, afiliada da afiliada da RedeTV! na Paraíba.
Victor diz que tentou fugir depois que percebeu o canivete no carro de Warley. O atacante teria ido atrás dele e, no momento em que tentou agredi-lo, acabou provocando a lesão nele mesmo.
Versão de Warley é outra
Na última segunda-feira (29), o delegado Diego Garcia, da Delegacia de Roubos e Furtos, compareceu ao Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN) para ouvir o depoimento de Warley. A versão do jogador diz que ele teve o celular roubado no momento em que seguia de carro para casa e foi atingido depois que desceu do veículo para tentar recuperar o objeto.
“O jogador Warley disse que estava em estado de embriaguez quando decidiu ir para casa e, por alguma circunstância, parou o veículo quando uma pessoa subtraiu o seu celular. Ele desceu do carro no sentido de reaver o aparelho e, nesse instante, a pessoa voltou e o agrediu com golpes de arma branca”, disse o delegado em entrevista à Rádio Arapuan, na manhã desta terça.
Ferido, Warley seguiu até a casa de um amigo para pedir socorro e em seguida foi levado a um hospital. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que o suspeito foge pelas ruas do bairro de Manaíra. Em seguida, Warley aparece caminhando, já ferido.
O UOL Esporte tentou entrar em contato com Warley, mas o Botafogo-PB informou que o dirigente só falará depois do inquérito policial.
Botafogo-PB se posiciona
O Botafogo Futebol Clube  comunicou nesta terça-feira que continuará prestando todo o suporte necessário para o restabelecimento da saúde do seu funcionário, o gerente de futebol Warley Santos. Ao mesmo tempo, informa que ” “continua aguardando o final das investigações sobre o crime ocorrido, permanecendo com total confiança no trabalho da Polícia Civil da Paraíba”.

PB Esportes com UOL, em Santos (SP)
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