TRT de São Paulo condena o Treze a pagar indenização de R$ 546 mil

A diretoria do Treze recebeu uma péssima notícia. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região de São Paulo condenou o Treze a pagar pouco mais de R$ 546 mil ao lateral-esquerdo Ramon Zanardi, que passou pelo clube nas temporadas de 2013 e 2014. O departamento jurídico do Treze já foi notificado e estuda o caso para saber os próximos passos.
De acordo com a sentença, o clube alvinegro teria descumprido leis de obrigações trabalhistas durante a passagem do jogador pelo Presidente Vargas. Entre as irregularidades, estão a não contratação do seguro obrigatório, previsto no Artigo 45 da Lei Pelé, e uma indenização pela demissão do atleta no período de estabilidade provisória.
Ramon Zanardi chegou ao Treze no início de 2013 e foi vice-campeão do Campeonato Paraibano pelo Galo. Com contrato renovado para a Série C, o atleta rompeu os ligamentos e o menisco na estreia do clube na competição nacional contra o Cuiabá. Depois de ser submetido a cirurgia, o jogador nunca conseguiu se recuperar totalmente e acabou dispensado durante o campeonato estadual do ano seguinte, sem sequer ter entrado em campo com a camisa alvinegra.
Diretor jurídico do Treze, Luiz Artur preferiu não comentar muito sobre o caso e afirmou que assim como outros processos de gestões anteriores, a decisão já foi repassada aos advogados do clube para passarem por uma análise. O diretor anunciou, no entanto, que se a decisão couber recurso, o Galo vai buscar reverter a situação.
- Recebemos a notícia e estamos estudando o que ainda pode ser feito. Infelizmente são situações de gestões anteriores, temos outros processos ainda em trâmite na justiça. Mas é claro que neste caso, se tivermos a oportunidade de recorrer, vamos fazê-lo.
Advogado do Sindicato dos Atletas de São Paulo, que acompanha o caso do jogador, o advogado Filipe Rino fala da ação. Ele diz que a indenização chega a R$ 546.076,73 e que são 12 os itens que se somam até chegar a este valor. O maior deles é a pena pelo fim da "estabilidade provisória", que chega a R$ 159.379,45.
Rino diz que a ação ainda cabe recurso, mas diz que se o time paraibano quiser recorrer, vai ter que pagar uma taxa no valor de aproximadamente R$ 19 mil.
Ele, contudo, fez duras críticas à postura do clube paraibano e defendeu que o atleta foi praticamente abandonado no período em que ainda se recuperava da grave lesão no joelho.
- O clube, após a cirurgia, simplesmente abandonou o atleta, deixando-o a sua sorte, sem nenhuma assistência. Desrespeitou a estabilidade por acidente e o contrato não foi prorrogado. O jogador foi obrigado a arcar com todas as despesas de sua recuperação. Foram sete longos meses de fisioterapia e reforço muscular, em que o atleta só recebeu alta médica no início de janeiro.

Por GloboEsporte.com
Campina Grande
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