Cleibson Ferreira, treinador do Atlético de Cajazeiras fala tudo sobre o atual momento do clube no Paraibano

Treinador Pernambucano, 43 anos, experiente,com passagens em importantes clubes do nordeste e Brasil, fala ao nosso site, um pouco do atual momento do Atlético PB e uma leitura sobre futebol.
Quando o senhor parou de jogar teve alguma dificuldade na transição entre ser atleta e ser treinador?
Na verdade não, vivi intensamente a minha carreira como atleta, acertei, errei, realmente vivi cada momento, encerrei a carreira no Brusque de santa catarina, meu ultimo clube profissional, tive o apoio de minha familia e de dois treinadores que foram fundamental, Paulo Emilio e Maurício Simões, Paulo Emilio em me orientar até os dias de hoje como grande referencia profissionais e me deu as grandes coordenadas para eu dar inicio ao meu preparo na área técnica, e ao professor Maurício Simões para abrir as portas para eu atuar como um dos seus auxiliares técnicos no Santa cruz de Recife durante um Brasileiro da série A.
Me preparei, estudei, me qualifiquei, sou profissional da área de Educação física, faço estágios importantes sempre que posso, realmente não senti muita dificuldades nesta transição, acho que foi pelo fato de ter chegado a hora.
Qual o seu melhor momento como treinador?
Tive alguns bons momentos, no Náutico ter conquistados alguns títulos importantes, No Galícia clube tradicional da BA fazendo parte da construção de um acesso depois de muitos anos em que o clube não disputava uma série A, no Corintians de Caicó-RN fazendo parte do processo que levou  a equipe a final da Copa RN, quando fui convidado pela CBF através de Gildo para ser observador técnico da CBF região nordeste, e quando no ano de 2008 fui eleito Melhor treinador do Brasil em estatísticas.
Professor, falando um pouco do Atletico, como é comandar uma equipe do futebol paraibano?
Vejo como um novo desafio e normal, o futebol hoje não tem fronteiras, hoje estamos na Paraíba, Ontem estava em PE, amanhã podemos está em SE, PI, SP, RS, BA tudo normal.
A Paraíba é uma boa praça de trabalho, tem grandes clubes, bons atletas, exemplo recente é a conquista do Campinense na copa nordeste.
O senhor chegou ao Atlético, como dizem na gíria do futebol, com o carro andando, com a equipe vindo de 4 derrotas em 4 jogos, o que o senhor achou do time e o que pretende fazer para tirar o clube deste difícil momento?
Sem duvida não é fácil pegar em andamento, trocar os pneus com o carro andando, mas, se tem uma coisa que temos e estamos fazendo é trabalhando muito, corrigir erros e trabalhar para termos mais acertos, sobre o que achei da equipe, vi um grupo que precisava melhorar em todos os aspectos, principalmente trazer novamente a alto- estima de volta aos atletas e darmos uma qualidade na compactação, transição defesa e ataque.
Qual as maiores dificuldades encontradas no Atletico nesta competição?
Foi como disse anteriormente, refazer todo um projeto dentro de uma competição.
Segundo se comenta, o clube passa por dificuldades financeiras, e jogadores sem compromisso, até que ponto isso influencia no rendimento da equipe?
Primeiro, sem duvida todos os clube não só da Paraíba passam por dificuldades financeiras, mas o clube hoje está em dias com os atletas, então não vejo de onde tiram isso, e sobre a falta de comprometimento, é uma das coisas que não admito em minhas equipes.
Professor, hoje a equipe do Atlético está sendo considerada uma das equipe que mais evoluíram dentro da competição, isso se deve a que?
Ao trabalho, eu agradeço a Deus que conseguimos corrigir situações de posicionamentos, eramos uma equipe que em todos os jogos deixamos espaços, não era uma equipe compactada, não havia transição, ultrapassagem, nenhuma jogada de bola parada e nem em bola em movimento, conseguimos dar um posicionamento, padrão.
Temos muito o que melhorar, ainda temos muito o que fazer, porém graças a Deus nestes dois últimos jogos, conseguimos ser superiores ao adversários, uma equipe que todo jogo levava gols hoje já não leva, corrigimos isso, antes não tínhamos tantas possibilidades de gols, hoje em cada jogo temos mais oportunidades do que os adversários, mas é justamente neste requisito, neste fundamente que temos que melhorar e ainda estamos devendo, sabermos aproveitar melhores estas situações, no jogo diante do Sousa eramos para ter vencido e muito bem porém desperdiçamos muitas oportunidades, e diante do Auto Esporte, nós com menos um em campo todo o segundo tempo, mesmo não fazendo um jogo vibrante, conseguimos ser superiores criando situações encurralando o adversário, fico feliz ao ver a equipe evoluir, saber que estamos ajudando de alguma forma, mas isso pra mim de ser a equipe que mais evoluiu pra mim não servirá se nós não formos melhor do que eramos a cada partida.
Qual é a seu posicionamento tático predileto?
Isso é muito relativo, principalmente quando você pega o carro andando, você trabalha muito em cima do grupo que tem, o segredo é trabalhar muito, repetição trás a perfeição, temos que ter uma equipe bem trabalhada, todos os esquemas levam uma equipe a ser merecedoras das conquistas, isso vai muito de como essa equipe desempenha essa função tática.
Nosso grupo tem se dedicado muito na busca de chegarmos a essa vitória, sabemos que não estar sendo fácil para ninguém, nem para a diretoria, como nem para os torcedores, mas digo também que não estar sendo fácil para a comissão técnica e jogadores, nós queremos muito vencer e estamos trabalhando muito para isso acontecer.
O senhor ainda tem esperança de classificação ou já pensam no quadrangular da morte?
Penso sempre no jogo seguinte, não fico me preocupando muito neste momento em classificar ou ser do grupo que brigará pelo rebaixamento, vivo muito o momento, o momento é que temos que melhorar, sermos uma equipe melhor, um grupo mais comprometido, uma equipe que jogue de igual maneira com quem quer que seja.
Dizem que este ano uma equipe do Sertão será rebaixado e o Atlético é um dos candidatos ao rebaixamento, o que o senhor pensa sobre isso?
Quando cheguei aqui, muitos me chamaram de louco em querer pegar uma equipe nesta situação, mas como falei a equipe está evoluindo, e não penso nisso de ser rebaixado quero é melhorar, melhorando sempre, dificilmente seremos rebaixados.
Professor recentemente no Estado de Sergipe foi noticiado que o Estanciano teria interesse no seu trabalho para a disputa do estadual e copa Nordeste, o que houve de verdade e se o senhor se arrependeu em não ter aceito o convite?
Na verdade, eu não me arrependo em ficar em uma equipe, gosto de fazer as coisas acontecerem, tenho os meus projetos pessoais e sei que aqui no Atletico juntos vamos conseguir tirar a equipe dessa difícil situação.
Este projeto pessoal que o senhor fala, se refere a ter convites de outros clubes de mais tradições do estados, como Botafogo, Campinense e treze?
Se refere em fazer um grande trabalho a frente do Atlético e conseguir juntos com os demais que fazem parte do clube, tirar o clube dessa difícil situação que hoje se encontra.
Professor, muito obrigado pelo tempo cedido ao nosso grupo futebol total, desejamos que seus projetos sejam realizados com sucesso e sua estadia no estado seja por muito tempo.

Fonte: Futebol Total.
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